A pandemia do coronavírus reflete em diversas atividades do nosso cotidiano, e nas academias de ginástica não é diferente. E talvez seja um dos segmentos mais prejudicados, já que se adaptar as inúmeras regras para poder retomar as atividades, suspensas há mais de um mês, não tem sido tarefa fácil. Após uma série de discussões pelo Comitê de Prevenção, Acompanhamento e Ameaça para o Enfrentamento do novo Coronavírus, que emitiu uma Nota Técnica, a reabertura das academias foi liberada, porém, elas terão que adotar várias medidas sanitárias.

A partir de agora os ambientes deverão possuir ventilação natural, sendo vedada a atividade em ambiente sem janelas; o sistema de climatização deve ser alterado para “sistema de troca de ar”; a higiene de ventiladores e sistema de ventilação deve ser intensificada, mantendo-se registros dos procedimentos de limpeza;

o fluxo de ar dos ventiladores e sistemas de ventilação deve ser direcionado de forma que não incidam diretamente sobre o cliente.

Também foi vedada a realização de aulas coletivas, o uso de biometria e catraca para acesso à academia. Deverá ser observada ainda a lotação máxima de 9 m² por aluno, mantendo 1,5 metros entre eles. Para garantir que não extrapole a lotação máxima, a academia deve trabalhar com sistema de chek in por horário. Deverá fazer a triagem (fast-track) antes da entrada do cliente, como questionar sobre queixas de síndrome respiratória, febre, tosse, dor de garganta ou desconforto respiratório; registrar a execução do fast track em formulário elaborado pela empresa contendo no mínimo o nome do aluno, endereço e telefone para contato a cada atendimento; se for identificado qualquer sintoma o atendimento deverá ser cancelado e o aluno orientado a buscar o serviço médico.

O treino deve ser impresso pela recepcionista ou professor. Caso haja caixa de fichas os alunos devem manter sua ficha de treino consigo. É preferível que a academia disponibilize os treinos por meio eletrônico.

As academias também deverão disponibilizar álcool em gel para higienização das mãos em dispensadores em pontos estratégicos como na recepção, corredores e sanitários; colocar um frasco de álcool 70% e pano de limpeza ao lado de cada aparelho; o acesso a sanitários e locais para higiene de mãos devem conter papel toalha, sabonete líquido e álcool em gel. Os profissionais de educação física devem evitar contato físico com os alunos. Caso o façam, devem higienizar as mãos com água e sabão ou fazer uso de álcool em gel.

A academia deverá realizar a desinfecção dos equipamentos e todas as suas regulagens, halteres, colchonetes, esteiras, bicicletas e todas as suas regulagens e qualquer superfície de contato com preparação antisséptica a cada troca de cliente. O pano ou papel utilizado para a higienização deverá ser descartado imediatamente após o uso. A academia é responsável por supervisionar esta ação caso delegue a mesma ao próprio aluno; nenhum equipamento pode ser compartilhado sem prévia desinfecção.

A limpeza dos ambientes deverá ser intensificada com produto saneante autorizado pela Anvisa, no mínimo três vezes ao dia, como piso, mobiliário, maçanetas, portas, torneiras, botões de acionamento de filtros, interruptores, computadores e telefones. Áreas de piso emborrachado obrigatoriamente devem ser submetidas a sanitização.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1209 – 23/04/2020

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