Acompanhamento médico e apoio da família ajudam na prevenção ao suicídio, diz psiquiatra

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A depressão no Brasil virou problema de saúde pública. O país é o quinto com maior incidência da doença no mundo, apresentando um número de casos superior ao de diabetes, segundo pesquisa do Ministério da Saúde, de 2021. A depressão também é considerada a doença mais associada ao suicídio. O dia 10 é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, e é também neste mês que acontece a campanha nacional Setembro Amarelo, que coloca em evidência a prevenção ao suicídio. Como ressalta o médico psiquiatra Luciano Sankari, da Clínica São Vicente, essa é uma oportunidade de se debater o tema de forma transparente.
O médico explica que a depressão exige uma atenção especial, porque após um episódio depressivo, a pessoa tem entre 30 a 40% de chances de voltar a ter um 2º episódio, e após um 2° episódio, a chance de reincidência é de aproximadamente 70%. “Existem casos que podem ser tratados e resolvidos, porém tem pessoas que, principalmente após o 2º ou 3º episódio, a possibilidade de cura não é encontrada facilmente. Ainda assim, em muitos casos é possível o controle e a possibilidade de reduzir a chance de incidência de uma nova crise”.
Segundo ele, a medida mais efetiva para se ajudar uma pessoa depressiva ou com risco de cometer suicídio é conduzi-la para o tratamento mais adequado. “Lamentavelmente encontramos pessoas, principalmente jovens, que só se dão conta de forma tardia. Ficam achando que é só uma mudança de comportamento transitória, e às vezes a coisa é mais profunda do que parece. Nesse contexto, vale lembrar que é um mito afirmar que quem fala em cometer suicídio são as pessoas que não pretendem realizar. É uma exceção profundamente grande não dar nenhum tipo de mensagem anterior demonstrando que a coisa está mal”.
Para o Dr Luciano, uma vez que a pessoa pense ou tente suicídio, ela pode não voltar a tentar de novo. Porém existem alguns transtornos de personalidade que dão a sensação de que o suicídio é a saída. “Quando você pensa na situação de uma pessoa ter um ímpeto, uma coragem, um desejo de lidar com as situações deixando ou ferindo sua própria vida, não há como imaginar que alguém sem algum transtorno cometeria suicídio. A pessoa usualmente tem algum adoecimento que precisa ser visto e trabalhado”, diz.
Ajuda
profissional
Quando se trata de tentativa de suicídio de um filho, os pais devem ficar atentos, porque quanto mais profunda e mais agressiva for a tentativa, maior o risco e a possibilidade de a criança ou o jovem tentar novamente. “É necessário os pais terem um cuidado, mas se virar uma obsessão em relação ao risco, eles podem começar a se eximir de responsabilidades como pais, serem omissos em alguns tipos de repreensão, de cuidado, e a ideia de tirar a própria vida pode se tornar efetiva para algumas pessoas com transtorno de personalidade, uma espécie de moeda de troca. A pessoa sabe que se falar nesse assunto, os pais se intimidam, e podem obter um recurso de alguma coisa que desejam naquele momento”, analisa O psiquiatra.
Neste cenário de depressão, o profissional de saúde é o mais indicado para estabelecer e quantificar o risco dessa pessoa cometer suicídio ou não, de acordo com as estatísticas e as bases que existem. “É claro que isso não é 100% certo, principalmente naqueles pacientes que tenham um comportamento mais impulsivo em algumas situações, mas na maioria das vezes os profissionais conseguem quantificar de uma forma boa esse risco de prover o tratamento adequado. Hoje também temos alguns canais de ajuda como o Centro de Valorização à Vida (CVV). Essa equipe conta com pessoas prontas e treinadas para ouvir pacientes em risco., porém o melhor recurso é a busca de um psiquiatra ou um psicólogo como fonte de auxílio. Quando as coisas estão somente no nível das ideias de que ‘seria melhor morrer’, certamente um psicólogo vai poder conduzir e ver se há a necessidade de um encaminhamento para um psiquiatra. Mas quando existe uma situação de tentativa, que já ocorreu, é fundamental que o psiquiatra esteja dentro desse cuidado. Já vi casos de pessoas que, lamentavelmente, passaram por tentativas de suicídio na juventude e que os pais não levaram para fazer um tratamento psiquiátrico”, lamentou o médico
Serviço
O psiquiatra Luciano Sankari atende na Clínica São Vicente, localizada na Rua São Vicente de Paulo, nº 250, no Centro e o telefone para contato é o (41) 3552-4000. Agende uma consulta!

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