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O painel solar é uma excelente alternativa para quem busca por economia na conta de energia elétrica. Foto: divulgação

Com a conta de luz ficando cada vez mais cara, sofrendo reajustes frequentes, a tendência é aumentar ainda mais o número de pessoas que buscam alternativas para reduzir o impacto negativo que a energia elétrica provoca no bolso. Uma das saídas tem sido a instalação de sistemas que utilizam energia solar térmica, fotovoltaica ou mesmo iluminação natural. Isso mesmo, quem opta por esse sistema pode economizar milhares de reais todos os anos. A partir da energia solar, é possível reduzir a conta de energia em até 95%.

O empresário Bruno Fernando da Silva Barbosa, proprietário da empresa Energia Solar Araucária, que está nesse mercado há cinco anos, explica que o custo da energia solar não tem um valor fixo, pois cada cliente possui um padrão de consumo com energia, e quanto mais se consome, mais equipamentos será necessário em seu projeto, elevando o seu custo. “Podemos considerar que o investimento da maioria dos projetos se paga em cerca de 4 anos, com equipamentos com vida útil de 30 anos”, compara.

A energia solar é dividida em dois sistemas, o On grid e o Off grid. O sistema On Grid tem como principal objetivo reduzir a conta de luz até a taxa mínima, já o Off grid visa armazenar energia durante o dia para usar à noite, e não precisa da Copel. “Importante ressaltar que para instalar o sistema em casas, comércios ou indústrias, é necessário enviar uma conta de energia para o setor de engenharia da empresa contratada, assim será feita a análise de consumo e o dimensionamento do sistema, após realizada a instalação e liberação junto à Copel”, esclarece Bruno.
Ele acrescenta que que se acabar a luz da rua, o sistema de energia solar On grid desliga automaticamente, já o sistema de energia solar Off grid funciona 24 horas, por ser um sistema 100% independente.

Taxa mínima

Segundo a Energia Solar Araucária, o tamanho do sistema é definido após analisar o consumo da conta de energia, quanto maior o consumo, maior a quantidade de equipamentos. “Não é possível zerar a conta de luz, mas é possível reduzir o gasto com energia elétrica em até 95%, pois a Copel cobra uma taxa mínima de luz, mesmo não havendo consumo. Ou seja, geramos 100% de energia, mas reduzimos até 95% da conta de luz, devido a taxa mínima obrigatória”, exemplifica Bruno.

Ele lembra que se o cliente gerar mais energia que o seu consumo, a sobra (de energia) é armazenada na sua unidade consumidora e pode ser enviada a outras unidades consumidoras que estejam na mesma titularidade. “Mas receber a sobra de energia em dinheiro da Copel, isso não é possível”, avisa.

Vida útil

Um sistema de energia solar tem uma vida útil de aproximadamente 30 anos. O custo da manutenção do sistema varia bastante, dependendo muito da dificuldade encontrada em cada local. “A manutenção tem que ser realizada por empresas capacitadas, onde é necessário realizar a limpeza das placas solares a 1 ano em média, reaperto das placas solares, verificação de pontos de aquecimento e medições elétricas, garantindo o perfeito funcionamento do sistema por anos”, orienta.

Bruno cita um exemplo de durabilidade das placas. Se chover granizo, se for pequeno, não tem problemas, as placas solares são resistentes. Mas se forem granizos grandes, como por exemplo do tamanho de uma bola de tênis, podem quebrar as placas sim, por isso é importante ter seguro do sistema contra causas naturais”, explica.

Ainda de acordo com ele, o tempo de instalação de um sistema de energia solar varia muito com cada local, mas em uma residência leva em média 3 dias. Quanto ao descarte dos equipamentos, é realizado por empresas que atuam na área de instalação de energia solar, enviando o equipamento junto ao importador, que irá devolver o produto para o fabricante.

Painel e placa

O dono da Energia Solar Araucária reforça que não há diferença entre painel solar e placa solar, pois são o mesmo produto. “O seu nome correto é módulo fotovoltaico monocristalino ou policristalino, mas para simplificar, algumas pessoas chamam de placas solares, outras de módulos solares ou painéis solares”.

Falando de segurança, Bruno orienta que as pessoas interessadas em investir na energia solar, pesquisem se a empresa está cadastrada no CREA, com engenheiro elétrico e civil, equipamentos com certificação do Inmetro e longas garantias de produtos. “Também é importante verificar os sites de reclamações para ver se a empresa está saudável no mercado, pois com a alta demanda, muitas pessoas estão aplicando diversos golpes, onde ao receber o valor do serviço, a contratante não recebe o serviço. Uma dica muito importante é verificar o tempo que a empresa está no mercado e o portfólio de instalação, assim os riscos serão mínimos.

Hoje o que mais vemos são empresas que não estão capacitadas para essa atividade e muitas das vezes, nunca trabalham com eletricidade, oferecendo assim vários riscos para o consumidor final”, aconselha.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1285 – 28/10/2021

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