Alunos do 6º ano simulam tribunal judiciário

A Escola Irmã Elizabeth Werka foi uma das participantes do programa
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A Escola Irmã Elizabeth Werka foi uma das participantes do programa
A Escola Irmã Elizabeth Werka foi uma das participantes do programa

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Os advogados de acusação e defesa mostravam seus argumentos, as tes­temunhas contavam o que sabiam a respeito do caso, e o juiz e o corpo de jurados analisavam tudo atentamente. Afinal, eles estavam participando de um júri, e a sentença deveria ser precisa. Essa foi a atividade que encerrou o programa “Cidadania e Justiça também se aprendem na Escola”, que contou com três fases para aproximar o poder judiciário da sala de aula.

As encenações foram rea­lizadas pelos alunos das escolas municipais Irmã Elizabeth Werka, Professora Maria Aparecida Saliba Torres e João Sperandio no início de agosto, e apresentaram muita criatividade e responsabilidade. “Nós percebemos que os alunos se preparam muito bem para se portar como advogados, oficiais de justiça e escri­vães. Sem contar que escolheram temas muito interessantes para julgarem”, conta Ricardo Escher, presidente da OAB Araucária.

Segundo ele, uma das escolas decidiu levar ao tribunal uma situação da própria sala de aula. “Um aluno havia quebrado a caixinha do apagador da professora e eles levaram esse fato para julgamento. Então, foi uma atividade muito interessante”, recorda o advogado.

Já no Werka, a situação escolhida foi de uma bola que passou por cima do muro e acabou na casa de um vizinho estressado. “Esse vizinho teria agredido um cidadão por causa da bola, e eles analisaram o caso e ain­da despertaram discussões a respeito da tolerância e diálogo como formas de resolver pro­blemas”, conta Luiz Knob, diretor-tesoureiro da OAB Araucária.

Segundo ele, os júris simulados despertaram o espírito crítico dos alunos nas três escolas, e o resultado foi muito positivo. “Nossa sociedade está sofrendo uma crise de valores, e ações como essa levam um aprendizado valioso aos estudantes”, garante. “Por isso, já estamos pensando em realizar o programa em outras escolas. Afinal, quem serão os adultos do futuro, se não os que formarmos hoje? Temos que dedicar tempo a essas crianças”, completa Ricardo.

Texto: Raquel Derevecki / FOTOS: DIVULGAÇÃO