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Aos 59 anos, araucariense se forma em Direito e diz que não vai parar de estudar

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Nunca é tarde para aprender. Não importa a idade, o que precisamos é manter sempre aquele espírito de curiosidade infantil, que não tem medo de errar e questionar, e que está sempre em busca de respostas. A melhor maneira de nos mantermos jovens é mantendo viva a vontade de aprender sempre mais e mais. Assim é a história da araucariense Neide Aparecida Silva, de 59 anos, que no último dia 16 de março se formou em Direito pela Faculdade Faneesp.

Neide concluiu sua primeira graduação, Análise de Sistemas e Processamento de Dados, em 1988, aproveitando o início da internet no país. “Era a profissão do momento, novas tecnologias chegando e, como todo jovem, eu pensava em ganhar dinheiro rápido. Mas uma voz dentro de mim continuava clamando pelo estudo do Direito. Sempre gostei desta área e falava para mim mesma que um dia faria o curso. E assim foi, há 5 anos, já com meus filhos grandinhos, comecei a graduação em Direito, sentindo orgulho de mim mesma, pois estava realizando o meu maior sonho”, relata.

Neide conta que já na faculdade se apaixonou pelos métodos alternativos de resolução de conflitos, ou seja, o Direito sendo realizado sob a óptica da autocomposição. “Eu gostei do curso já de imediato e nos cinco anos de graduação, me dediquei muito e nunca tive nenhum desgaste ou rejeição dos colegas em sala e tampouco dos alunos da faculdade por ser mais velha. Por 5 anos fui representante de sala, procurando sempre ajudar os colegas de turma e também da faculdade. Todos os eventos da nossa turma de Direito ou da instituição, conseguimos adesão quase que massiva. Sempre tratando todos com empatia e respeito, recebendo reciprocidade”, relata.

Hoje já Bacharela em Direito Neide afirma que está em busca de uma oportunidade na área e promete que não vai parar de estudar. “Logo após a segunda fase do exame da OAB, que espero em Deus lograr êxito, já vou me inscrever em uma pós-graduação.

Não creio que minha idade seja uma barreira para a realização dos meus sonhos. Então, o que posso dizer sobre etarismo? Na minha opinião, a idade está na cabeça de cada pessoa, eu não me lembro de ter tido problemas de rejeição por conta da idade, ou de qualquer outro tipo de desfeita. Trabalho, estudo, saio para bares com meus filhos, amigos, marido e não tenho distinção de idade para ter amigos, basta ter um bom papo construtivo, saudável”, declara.

A araucariense diz ainda que não há idade certa para buscar um sonho, um desejo e que todos devem seguir firmes em busca de sues objetivos. E ainda falando sobre idade, relembrando o caso da mulher que foi vítima de chacota lá em São Paulo, na universidade, Neide afirma que aquelas jovens não têm maturidade para falar de alguém com alguns aninhos a mais que elas. “Não sabemos de que tipo de família são, que meio foram criadas, que tipo de educação receberam, com quem convivem, sem esses requisitos não podemos fazer um juízo de valores, afinal elas ainda estão em formação de caráter. Quanto a mulher que foi alvo das chacotas, na minha opinião, ela deve seguir seu caminho, estudando e não se intimidando pela minoria. O mundo é de quem tem a coragem de fazer a diferença”, afirma a mais nova bacharela em Direito.

Edição n. 1355