A assessora da vereadora Lucia de Lima (PMDB) já está em casa. Ela havia sido presa em flagrante na tarde da última quinta-feira, 17 de agosto, pelo crime de falso testemunho. A soltura foi autorizada pela juíza Débora Cassiano Redmond desde que a detida recolhesse fiança no valor de quatro salários mínimos nacionais. Ou seja, R$ 3.748,00.

Dayane Aparecida Carvalho de Souza Amaro, 26 anos, passou pouco mais de 24 horas detida na Delegacia de Araucária. Sua prisão aconteceu durante audiência de instrução e julgamento de um processo em que ela foi arrolada como testemunha de defesa de Huill de Faria, genro do ex-prefeito Rui Sérgio Alves de Souza (PMN). A dupla e mais Fernanda Buffon, filha de Rui e esposa de Huill, são acusados de crimes como concussão e peculato, crimes que teriam sido praticados quando o filiado ao PMN chefiava a cidade, no segundo semestre de 2016.

A acusação que pesa agora contra Dayane é de falso testemunho. Acontece que, na gestão de Rui, ela era cargo em comissão na Prefeitura. Trabalhava na recepção da Secretaria Municipal de Obras Públicas (SMOP). Nesta condição, Huill que está sendo acusado pelo Ministério Público de ter sido um funcionário fantasma durante a gestão do genro, indicou Dayane como alguém que poderia confirmar que ele não era um “ectoplasma”.

Quando depunha, Dayane afirmou que Huill aparecia todo dia para trabalhar na Secretaria de Obras às 8h30, que apanhava algumas ordens de serviço e que saia para executar tarefas externas da SMOP. Acontece que outros vários servidores efetivos da Secretaria de Obras desmentiram a versão. Disseram que Huill jamais constou sequer do livro ponto da SMOP, outros disseram que nunca ouviram falar dele trabalhando por lá.

Mesmo com várias pessoas contando uma versão bem mais crível do fato, Dayane insistiu em dizer que via Huill todo santo dia na SMOP. Em razão disso, o juiz que conduzia a audiência, Sergio Bernadinetti, acabou por determinar a prisão em flagrante da jovem, que saiu do ato direto para a Delegacia.

De testemunha para ré.

Agora, Dayane responderá pelo crime de falso testemunho, cuja pena pode variar de dois a quatro anos de prisão, mais multa.

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