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Time já começa a se preparar para a temporada 2022 e inicia escolinhas para categorias de base. Foto: Marco Charneski

Infelizmente não foi dessa vez que o time do Araucária ECR conseguiu o acesso para o tão sonhado Campeonato Paranaense da Primeira Divisão – Primeirona, para jogar ao lado da elite do futebol do Estado. O rebaixamento para a Terceirona também foi inevitável, após o time ter ficado em último lugar na tabela de classificação da Segunda Divisão.
Mas afinal, onde foi que o time errou? Segundo a diretoria, uma sucessão de fatos contribuiu para a péssima campanha do Cacique na competição. A começar pela pandemia da Covid 19, que atrapalhou o ritmo dos treinos e trouxe reflexos altamente negativos para o clube.

“Com a crise que se instalou no país em função da pandemia, os empresários sofreram prejuízos e, consequentemente, os patrocínios foram um dos primeiros na lista de cortes. O Araucária sentiu isso na pele e com a falta de recursos, principalmente por ser um time novo, com apenas três anos, só começou as contratações próximo da data de início da competição. Lembrando que quando o time contrata o jogador, imediatamente precisa pagar seu salário e não tínhamos verba pra isso”, explicou a diretoria.

Outro fator que contribuiu com a derrocada do time foi a falta de entrosamento em campo, devido ao pouco tempo de treino em equipe. “Contratamos jogadores experientes, mas isso quase às vésperas do primeiro jogo, o que refletiu muito em campo. Não tivemos a oportunidade de testar os atletas e fazer os ajustes necessários, isso foi ocorrendo ao longo dos jogos, mas era tarde demais” reiterou a diretoria.

Experiência

Na lista de problemas que o Cacique enfrentou na Segundona estão ainda a falta de um campo próprio para receber os jogos, tendo que se deslocar em todas as partidas que disputou, demandando mais gastos com transporte e alimentação, e a falta das categorias de base. “O Araucária tem somente três anos e não pode ser comparado com os demais times que disputam a Segundona ou mesmo a Terceirona, são clubes bastante antigos, que tem tradição e participam da competição há anos. Eles têm uma estrutura melhor. Eles já erraram bastante ao longo dos anos e tiveram a chance de corrigir. Para nós, participar da Segundona, apesar de todos os erros, foi um excelente aprendizado. E o importante é que estamos começando e temos muitos erros pra corrigir e também projetos futuros para colocar em prática. Um deles, inclusive, deverá iniciar em breve, que a escolinha de futebol para crianças e jovens”, destacou a diretoria.

Inscrições

A escolinha do Araucária ECR inicia nesse mês de outubro, para crianças e jovens de 8 a 17 anos, e as inscrições já estão abertas. As aulas vão acontecer no Clube dos Empregados da Petrobras – CEPE, no bairro Tindiquera, nos seguintes horários: 13h às 14h para crianças de 8 a 12 anos, 14h às 15h para crianças de 13 a 15 anos, 15h às 16 h para jovens de 15 a 17 anos e das 16h às 17h para jovens acima de 17 anos.

As aulas serão ministradas pelo jogador Rodrigo Mancha, que hoje está na comissão técnica do Cacique. O início será a partir do momento em que completar 30 crianças matriculadas. Interessados deverão procurar a secretaria do CEPE, pelo fone/whatsapp (41) 99209-6581.

Acompanhe a trajetória do time

O Araucária Esporte Clube e Regatas foi fundado em 6 de agosto de 2018. Em 2019 já fez sua estreia no futebol profissional, disputando a Terceira Divisão do Campeonato Paranaense, terminando a competição em 3º lugar (apenas os dois primeiros teriam o acesso à Segundona).

Porém em janeiro de 2020 veio a surpresa, com a desistência do Foz do Iguaçu Futebol Clube, e o impedimento por pendências com a Federação Paranaense de Futebol do Arapongas Esporte Clube, o time foi convidado, por merecimento devido à sua excelente campanha, a preencher uma das vagas no Campeonato Paranaense de Futebol – Segunda Divisão de 2020.

Esse ano, infelizmente disputou a Segundona, não foi bem, ocupando o último lugar na tabela de classificação, o que culminou no seu rebaixamento para a Terceirona.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1281 – 30/09/2021

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