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O Mapa da Violência 2016 – Homicídios por Arma de Fogo no Brasil, divulgado recentemente pelo autor do projeto Julio Jacobo Waiselfsz, que teve sua primeira publicação no ano de 2005, é um estudo que tem como foco demonstrar a evolução dos homicídios por armas de fogo no Brasil no período de 1980 a 2014. Na pesquisa, que tem ainda números municipais e estaduais, Araucária ficou em 6º lugar no Paraná e em 181º lugar nacional em homicídios por arma de fogo.

Um dos dados divulgados é a idade das vítimas. A maior incidência dos assassinados no Paraná por mortes violentas está na categoria de faixa etária entre 15 e 29 anos. Outro dado importante a ser destacado é o número de homicídios nas capitais, considerando o aumento populacional. Avaliando os incrementos a cada 100 mil habitantes, as taxas no país tiveram um crescimento moderado de 11,1%, e nas capitais as taxas caem em 3,8%. Segundo o texto divulgado no Mapa, “em outras palavras, enquanto fora das capitais as taxas tendem a crescer, nas capitais tendem a estabilizar e até cair levemente”. Se a capital do Paraná ocupou o 11º lugar em 2004, dez anos após, em 2014, ficou na 15ª colocação.

Quanto à Araucária, apenas Campina Grande do Sul e Almirante Tamandaré ficaram à frente no ranking, em 2º e 3º lugares, respectivamente. Colombo, Fazenda Rio Grande e Piraquara, ficaram abaixo na colocação, ocupando o 8º, 9º e 10º lugares, respectivamente. Avaliando, ainda, a população média do ano do estudo, ou seja, quase 128 mil habitantes, em Araucária houve uma baixa nos últimos três anos referentes ao Mapa da Violência 2016. A cada 100 mil habitantes, em 2012 foram con­tabilizados 59 homicídios por arma de fogo, em 2013 foram 55 e em 2014 foram somadas 45 mortes violentas. Sobre isso, o capitão do 17º Batalhão da Polícia Militar, Nelson Stoccheiro, afirma que o 6º lugar de Araucária no ranking em 2014 pode confundir a população, visto que neste ano já foi registrada uma baixa de 10% nos homicídios em relação à mesma época no ano passado.

Em relação à criminalidade, o delegado de Polícia Civil de Arau­cária, Messias Antonio da Rosa, comentou que com mais forças policiais trabalhando, os números tendem a subir não somente nos casos de homicídios. “Hoje a Polícia Civil e Militar, a Guarda Municipal e a Polícia Rodoviária Federal estão atuando mais ostensivamente. Com isso, mais boletins são re­gistrados e os números certamente aumentam”, explicou o delegado. Segundo Messias, outro fato que pode contribuir para a colocação atual de Araucária é que hoje são atendidas aqui ocorrências de Curitiba, Lapa, e, até mesmo, Foz do Iguaçu.

O advogado e presidente da subseção de Araucária da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), André Azevedo, comentou que há grande preocupação por parte da instituição nos números relativos à violência, mortes e criminalidade. “Eu estive com o capitão Stoccheiro e com o delegado Messias no mês passado e pedi um levantamento de como estavam as dependências da Polícia Militar e da Delegacia de Polícia Civil. Estes dados já foram encaminhados à OAB Estadual, que fará um relatório e o enviará à Secretaria de Estado de Segurança Pública para cobrar melhorias para todas as comarcas”, apontou. Segundo ele, a OAB possui comissões que dizem respeito à segurança pública, como a de direitos humanos e também da área penal, com advogados nomeados. “Estamos antenados e procuramos fazer o nosso papel em fiscalizar e acompanhar a área de segurança em Arau­cária”, finalizou.

Segundo o estudo Mapa da Violência, no ano de 2014, último ano com dados disponíveis, mantendo o modelo de tendência de crescimento dos homicídios por arma de fogo, esperava-se que acontecessem quase 60 mil assassinatos. Contudo, foram registradas 42.291 mortes violentas. Isto é, foram poupadas mais de 17 mil vidas, que, somadas às dos anos anteriores, totalizam 133.987 em função do Estatuto do Desarmamento.

O estudo pode ser acessado no site: www.mapadaviolencia.org.br
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Texto: Rafaela Carvalho

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