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Araucária registrou seu primeiro caso de dengue autóctone

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Com o aumento dos casos de dengue em cidades do Paraná, Araucária acende um alerta sobre a importância do combate a focos do mosquito Aedes Aegypti, mosquito que também é transmissor da zika e chikungunya. Conforme dados divulgados no boletim semanal da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) na terça-feira (23/05), atualmente são 124 casos notificados, sendo 16 confirmados e 95 descartados, 13 ainda estão em investigação. Consta ainda no boletim, que 15 casos são importados, ou seja, de pessoas que contraíram a doença fora, e um deles é autóctone, que contraiu a doença dentro do Município.

Segundo a Saúde, a dengue é uma doença multifatorial, cuja influência do ambiente, como alterações climáticas (níveis de pluviosidade e temperatura), tem influência direta para acelerar ou reduzir o ciclo de vida dos mosquitos que transmitem a doença.

A adaptação do mosquito ao ambiente urbano também é um fator a ser destacado, a região metropolitana de Curitiba situa-se no primeiro planalto paranaense, cujo clima é subtropical de altitude, fator de proteção contra o mosquito.

“Contudo, percebemos pelo monitoramento da infestação deste vetor, que o mesmo está cada vez mais presente em todos os meses do ano. Assim como os ciclos de circulação do vírus da dengue, que variam de 3 a 5 anos, em média o aumento de casos no Brasil vem ocorrendo nestes intervalos. Outro fator é o manejo dos resíduos sólidos (lixos), o indivíduo é responsável pelo lixo que gera e quando deixado no ambiente, pode transformar-se em um recipiente para acúmulo de água e consequentemente um possível local onde a fêmea do mosquito deposita seus ovos”, explica a SMSA.

Ações preventivas

Em Araucária, atualmente as áreas com maior infestação do mosquito estão nos bairros Capela Velha, Thomaz Coelho e Alvorada. Porém, a SMSA, em parceria com o Meio Ambiente, tem intensificado o programa Bairro Limpo; em parceria com a Secretaria de Urbanismo, tem agilizado os processos de notificação de proprietários de terrenos baldios e imóveis desocupados com criadouros de mosquitos; outra medida de prevenção está na ação dos agentes comunitários de saúde, no sentido de ampliar a educação quanto à prevenção de dengue nas comunidades onde atuam.

Outra medida preventiva são as capacitações para manejo clínico e diagnóstico diferencial para arboviroses para médicos e enfermeiros da rede municipal e capacitação para mobilização de ação de combate para todas as equipes de saúde que irão reforçar a notificação de casos e atuar na prevenção e educação em saúde. “Ainda temos a realização do LIRA (Levantamento Rápido de Índices para o Aedes Aegypti), uma metodologia que permite o conhecimento de forma rápida, por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas do mosquito transmissor da dengue, chikungunha, febre pelo vírus zika e febre amarela. Consiste em um trabalho intenso de visitas dos agentes de combate a endemias nas casas, imóveis e terrenos baldios, à procura de larvas do mosquito e eliminação de criadouros como pneus, vasos de plantas, caixas d’água, cisternas, piscinas abandonadas, locais de acúmulo de água da chuva, canaletas, latas e tampinhas de garrafas pet”, elucida a Saúde.

Canais de denúncia

A SMSA e a SMMA trabalham em parceira por meio das ações do Bairro Limpo, e podem dar o destino correto a materiais volumosos. A Prefeitura realiza também a coleta agendada, basta solicitar a coleta pelo telefone: (41)3614-7480 que uma equipe vai até a residência. A Prefeitura não recolhe material de construção (caliça), mas a equipe do Meio Ambiente pode orientar o morador, que é o responsável legal em dar o destino correto a esse tipo de material, pelo telefone citado.

Além de todos esses serviços, a Prefeitura dispõe de canais de denúncias sobre possíveis focos do mosquito. Os contatos são via ouvidoria da saúde pelo: 0800 643 7744 ou através do e-mail: ouvidoriasaude@araucaria.pr.gov.br

Edição n. 1364