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Araucariense cria vakinha online para manter tratamento contra o câncer de mama

Fabiana passou por maus momentos e precisa de ajuda para manter tratamento. Foto: divulgação
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Araucariense cria vakinha online para manter tratamento contra o câncer de mama
Fabiana passou por maus momentos e precisa de ajuda para manter tratamento. Foto: divulgação

A luta contra o câncer é diária. Um retrato desta luta é a araucariense Fabiana Rosa, de 44 anos. Moradora do Porto das Laranjeiras, a técnica administrativa vem batalhando incansavelmente pela vida e também pelos seus direitos. Impedida de voltar ao mercado de trabalho após passar por um procedimento cirúrgico mal sucedido, Fabiana perdeu o direito ao auxílio do INSS, mesmo ainda lidando com inúmeras sequelas físicas. A araucariense precisa da ajuda da comunidade em uma vakinha online para manter seu tratamento e vencer de vez o câncer de mama.

“Eu recebia o auxílio doença do INSS até o final março, pedi prorrogação com perícia presencial, onde fui humilhada e tratada com desdém. Meu benefício foi negado. Já tenho processo na justiça solicitando aposentadoria por invalidez, que está em andamento, mas infelizmente sabemos que a justiça é lenta e ainda não temos previsão do julgamento” conta.

Sem poder voltar ao trabalho, Fabiana está sem renda para seguir com seu tratamento. Os gastos com os medicamentos ultrapassam os R$500 mensais, sem levar em conta as despesas com deslocamento, alimentação, fisioterapia e outras dívidas pessoais. A técnica administrativa realiza acompanhamento trimestral, faz hormonioterapia e há dois meses realizou uma cirurgia preventiva, onde retirou o útero, ovários e as trompas.

História de superação

A paciente oncológica lida com o tratamento da doença desde 2011, quando descobriu um câncer em um dos rins. Recuperada deste primeiro tumor maligno, em 2018 a jovem foi novamente diagnosticada com câncer, mas desta vez, em ambas as mamas. “Quando descobri o nódulo na mama direita, fiz vários exames e fui surpreendida por outros pontinhos de nódulos na mama esquerda e ainda um nódulo na tireoide. Decidi tirar as duas mamas, devido ao alto risco do meu câncer. Fiz a primeira mastectomia total em março de 2019 e coloquei prótese, mas precisei fazer radioterapia e esse tratamento queimou muito a minha pele e acabou contraindo as próteses. Precisei reconstruir as mamas em janeiro”, explica.

Mal sucedido

Por conta da quimioterapia, Fabiana fazia uso de um cateter, e no procedimento delicado de troca do aparelho, foi descoberto o desenvolvimento de duas tromboses. Na tentativa de fazer com que o “fio” do cateter passasse pela veia subclávia da mesma, houve uma perfuração nesta veia, lhe causando uma hemorragia grave. Com sangue nos pulmões e no tórax, ela teve uma parada cardíaca, precisou colocar um dreno e a partir daquele momento, os médicos chegaram a desenganá-la.

“Chamaram a minha mãe, porque os médicos não me deram chance de vida. Graças a Deus estou aqui, mas depois disso precisei passar por mais procedimentos, várias internações, por isso fiquei com sequelas, que são as dores crônicas, fadiga, problemas de respiração’, relata Fabiana.

Campanha

Para ajudar a araucariense Fabiana Rosa nesta difícil batalha, basta fazer qualquer doação na vakinha online “Juntos somos mais fortes. Fabi Guerreira”, criada pela mesma. O link é https://www.vakinha.com.br/vaquinha/juntos-somos-mais-fortes-fabi-guerreira.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1258 – 22/04/2021