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Araucariense participa de projeto pioneiro para inclusão de jovens negras no mercado de trabalho

As jovens que foram selecionadas para fazer parte do projeto da AAM do Brasil - planta de Araucária. Foto: divulgação
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Araucariense participa de projeto pioneiro para inclusão de jovens negras no mercado de trabalho
As jovens que foram selecionadas para fazer parte do projeto da AAM do Brasil – planta de Araucária. Foto: divulgação

Thalita Andrade Pereira, 17 anos, moradora do bairro Capela Velha, está vivenciando a experiência do primeiro emprego, como Jovem Aprendiz, em uma grande empresa do parque industrial de Araucária. Ela foi uma das selecionadas para fazer parte de um projeto pioneiro para a inclusão de jovens negras no mercado de trabalho, idealizado pela fornecedora automotiva AAM do Brasil, planta Araucária, representada pela Gerente de RH Cristine Vasques e a analista Luciane Schogor Bobko. Com base na Lei da Aprendizagem, a empresa implantou o programa de qualificação profissional para 17 jovens mulheres negras vulneráveis da rede da assistência social do município e região. O projeto contou com a consultoria da assistente social Kelcybel da Silva, participante ativa de ações em prol da aprendizagem e integrante do Fórum de Aprendizagem do Paraná.

Araucariense participa de projeto pioneiro para inclusão de jovens negras no mercado de trabalho
Thalita agradeceu a oportunidade. Foto: divulgação

Thalita estava entre as jovens indicadas através do projeto De Olho no Futuro, do jardim Jatobá, comandado por Luiz Tavares. O líder desportista conta que o projeto foi procurado pela empresa e indicou alguns jovens das comunidades araucarienses que se encaixavam no perfil. “Thalita foi a única a ser chamada, e estamos muito contentes com essa oportunidade que ela recebeu”, disse Tavares. A jovem, que começou a trabalhar no dia 20 de abril, está super feliz, e conta que ficou surpresa quando foi chamada para as entrevistas. “O Tavares foi até a casa da minha avó, perguntando se tinha alguém para indicar para um projeto de negros, que poderiam ser contratados como aprendizes por uma empresa. As vagas eram para maiores de 18 anos, mas acabei sendo aceita. A assistente social entrou em contato comigo, marcando a primeira entrevista. Dias depois recebi um e-mail dizendo que eu tinha passado para a segunda fase. Fiz entrevista com o RH e gestores de alguns setores, e na noite do dia seguinte recebi outro e-mail, dizendo que eu tinha passado e seria contratada”, relembra.

Thalita está trabalhando no setor central de ferramentas. Ela é grata pela incrível oportunidade que a empresa lhe deu, de aprender e crescer no mercado de trabalho. “Posso adquirir novas experiências e conhecimentos. Outras empresas poderiam seguir o exemplo da AAM do Brasil, e dar chances para outros jovens”, disse a jovem.

Inclusão

Em um primeiro momento, o Senai vai oferecer um curso de Administração. Assim, será possível promover uma experiência profissional com formação humana e garantindo renda, além de propiciar a essas jovens condições de trabalho com mais dignidade e cidadania, para que elas se tornem protagonistas de suas histórias de vida.

Durante a cerimônia que lançou o projeto na empresa, a procuradora regional do Trabalho Mariane Josviak, que também integra o Fórum de Aprendizagem do Estado do Paraná, ressaltou que a turma composta por jovens negras aprendizes da AAM é um marco histórico de inclusão, realização dos princípios da igualdade e da justiça social, oportunidades e direito. Ela enfatizou que o projeto “traz um olhar para a maioria negra e feminina da população brasileira, oportunizando o acesso ao mundo do trabalho através da aprendizagem profissional.”

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1261 – 13/05/2021