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Vanessa tem uma família movida pela fé, que a tudo supera. Foto: divulgação

Receber o diagnóstico de um câncer de mama não é fácil, porque todo mundo sabe o sofrimento e a angústia que envolvem o tratamento. No entanto, ver relatos de pessoas que enfrentaram a doença e agora estão curadas, ajuda novas pacientes a manterem as esperanças em seus processos de cura. Nessa edição, quando se aproxima o Dia Nacional de Combate ao Câncer e Dia Nacional de Luta contra o Câncer de Mama (27 de novembro), o Jornal O Popular trouxe a história da Vanessa Aparecida dos Santos Padilha, 36 anos, que venceu a batalha contra o câncer de mama.

Devota de Nossa Senhora Aparecida, ela tinha 25 anos quando apresentou uma mastite na mama esquerda. “O médico, com quem sempre me tratei, disse que era um processo inflamatório, e tomei muitos corticóides. Porém, como sempre tive uma mama grande, decidi que faria redução, isso em setembro 2011. Fiz vários exames e deu tudo bem. Em outubro daquele mesmo ano senti um desconforto embaixo das axilas, mas não dei muita atenção. No início de novembro acordei um dia e estava saindo sangue da minha mama, dessa vez me assustei. Liguei para o médico da minha mãe, ele falou com meu mastologista, decidiram fazer punção e biópsia. Passados alguns alguns dias, me ligaram e mandaram eu ir urgente para o médico. Pressenti que alguma coisa não estava bem. E não estava mesmo: era um câncer em estágio avançado”, relata a araucariense.

Três meses de vida

Vanessa disse que além do diagnóstico do câncer, ouviu dos médicos que sua expectativa de vida era de apenas três meses, devido à gravidade da doença. “Eles disseram pra eu fazer tudo que eu tinha vontade, passear, viajar, porque não teria muito tempo de vida. Esse era o prognóstico que eles davam para pacientes em situação igual a minha. Eu já estava com metástase nas axilas. Mas os meses se passaram e o prognóstico dos médicos não se confirmou. De dezembro de 2011 a julho de 2012 fiz sessões de quimioterapia, emagreci muito, perdi cabelos e tive todos aqueles efeitos colaterais já conhecidos por todo mundo. Em julho de 2012 fiz a cirurgia e, graças a Deus, não precisei retirar toda a mama, só parte dela e fizeram a reconstrução com parte da mama direita. Também foi feito o esvaziamento axilar. Depois disso, enfrentei mais 30 sessões de radioterapia. Isso foi até outubro de 2012, e durante um ano e meio, fiquei tomando medicações próprias para pacientes em remissão”, relembra Vanessa.
Tudo de novo

No ano passado Vanessa levou mais um susto ao saber que estava com nódulos na mama direita e que eles estavam indo para o pulmão. Eram malignos. “Fiquei muito assustada, pensei que iria passar por todo sofrimento novamente, mas felizmente os nódulos foram retirados e não precisei nem fazer quimioterapia. Fiquei tratando disso até 2014. Em 2015 eu me casei e em 2016 tive meu primeiro filho, que hoje está com cinco anos. Em 2019 ganhei meu segundo filho, hoje com 2 anos. Essa foi mais uma vitória, porque em função de todos os tratamentos agressivos que eu havia feito, os médicos diziam que eu não poderia ter filhos de forma natural, só por inseminação. Mas engravidei dos dois, de forma natural”, comemora.

Hoje Vanessa está curada, mas por precaução, faz acompanhamento médico a cada seis meses. “Sempre tive muita fé em Nossa Senhora Aparecida, ela pra mim é um espírito de luz, que cuida da minha família. Diariamente eu peço forças para suportar tudo, e se for por merecimento, serei curada, se não for, estou pronta para partir. Minha família tem muitas histórias de superação. Meu marido é surdo e recentemente fez implante coclear e precisa de muitos cuidados. Se não estivermos firmes na fé, não conseguimos superar tudo. Agora farei a romaria com minha mãe Vilma, ela vai pagar promessa porque pediu à Nossa Senhora que eu fosse curada. Meu marido e meus filhos irão comigo. Outras pessoas da família irão também. Somos uma família firmada na fé”, falou Vanessa.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1287 – 11/11/2021

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