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O atleta Rogerio Emerick e o técnico João Carlin integraram a seleção
O atleta Rogerio Emerick e o técnico João Carlin integraram a seleção

Ginásio lotado com mais de 18 mil pessoas e centenas de competidores representando 107 países. Esses foram alguns dos números que tornaram as últimas semanas inesquecíveis para o karateca Rogerio Emerick e para o técnico João Carlin Padilha. Eles participaram da 22ª edição do Mundial de Karate da WKF (World Karate Federation) entre os dias 5 e 9 de novembro na cidade de Bremen, na Alemanha, e tiveram a alegria de ver o Brasil se destacar entre as dez mais fortes delegações do planeta. “Essa é a primeira vez em que sou técnico em um Mundial, e já tive a alegria de estar entre os melhores técnicos do mundo!”, comemora Carlin.

Segundo ele, o resultado não foi fácil e precisou de muita dedicação de todos os atletas brasileiros. “Nós fizemos um treino em Ribeirão Preto no fim de outubro, enfrentamos 14 horas de voo em direção à cidade alemã de Hamburgo, onde treinamos em uma galeria, e só no dia 3 seguimos para Bremen”, recorda.

De acordo com Rogerio Emerick, o Campeonato Mundial Sênior tem elevadíssimo grau técnico-tático, estratégico, físico e psicológico, o que é um desafio para qualquer participante. “Cada luta se torna uma verdadeira batalha naqueles tatames”, conta. Mesmo assim, o país canarinho conquistou duas medalhas e ficou com a 9ª posição no karatê mundial e a 1ª posição entre as Américas. “A última vez que conseguimos uma classificação assim foi em 1998, então estamos muito felizes com a medalha de ouro do Douglas Brose e com a de bronze conquistada pelo Vinicius Rezende”, afirma o técnico.

Araucária no Mundial

Segundo ele, o araucariense Rogerio também estava preparado para conseguir uma medalha como essas, mas precisou enfrentar uma séria lesão que o afastou do pódio. “Ele havia machucado o joelho no Campeonato Brasileiro, em Brasília, e por mais que tenha tentado se recuperar, a falta de segurança o prejudicou”, lamenta.

Além disso, os atletas que competem em nível mundial participam com frequência em intercâmbios técnicos e torneios promovidos pela WKF como a Premier League. “Esse ritmo de competição internacional é extremante necessário para quem almejar alto rendimento, e este é o passo fundamental que pretendo firmar para a próxima temporada”, adianta.

No entanto, sem esse preparo, o jovem teve dificuldades logo na primeira luta contra o campeão europeu Thimoty Petersen, da Holanda. “Ficamos empatados em 0x0 até restarem 17 segundos para o final, quando, infelizmente, levei um ponto e não consegui reverter o placar”.

Com essa derrota na estreia, sua esperança era de que o holandês chagasse à final para que ele tivesse o direito de disputar a repescagem. “Só que, na rodada seguinte, ele já perdeu para o atleta iraniano Zabiollah Porshab, encerrando minha participação no Mundial”, lastima o atleta, que disputava em uma categoria com 75 competidores.

Ainda que tenha voltado ao Brasil sem a conquista de seu sonho, ele garante que a participação foi válida e trouxe muito crescimento. “Eu pude analisar e estudar os principais atletas e percebi que não estamos distantes deles. Além disso, tive a alegria de conhecer um lugar fantástico e uma cultura maravilhosa que é a da Alemanha. Só não quis me arriscar no idioma”, brinca o jovem, que agradece ao técnico João Carlin, aos colegas de treinamento diário e à Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Araucária pela estrutura de treinamento e patrocínio.

Texto: Raquel Derevecki / Foto: Victor Lovato

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