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A linha Pinheirinho já foi assaltada diversas vezes
A linha Pinheirinho já foi assaltada diversas vezes

Os diversos casos de arrastões registrados nas últimas semanas nos ônibus que circulam pela região Sul de Curitiba, entre eles os que fazem as linhas Araucária/Portão e Araucária/Pinheirinho, estão deixando os usuários em pânico. Na maioria dos casos, os assaltantes entram nos coletivos, alguns armados, se passando por passageiros, e em determinado trecho, anunciam o assalto.

Deste momento em diante, começam o arrastão e vão de banco em banco, recolhendo celulares, bolsas, carteiras, relógios e outros pertences dos passageiros. Depois descem do coletivo e fogem, em alguns casos, em veículos que dão cobertura e são usados na fuga.

Em uma das situações regis­tradas na linha Araucária/Pi­nheirinho, os bandidos fizeram os passageiros de reféns. “Fui assaltado e perdi tudo o que carregava. Os ladrões levam tudo, dinheiro, celular, relógio e ain­da fazem ameaças. Não respeitam ninguém. Estamos à mercê desses marginais”, revelou um passageiro.

Uma cobradora que trabalha em uma das linhas metropolitanas de Araucária comentou que os assaltos estão muito frequentes. “Nós, funcionários, estamos com medo que aconteça o pior, pois ninguém faz nada, não temos segurança nenhuma, nem pra nós e nem para os passageiros. Será que alguém vai nos ajudar? Estamos pedindo socorro, nos ajudem!”, implorou a cobradora.

O comandante da 2ª Cia da Polícia Militar de Araucária, capitão Nelson Stoccheiro, confirmou que as estatísticas de crimes dessa natureza aumentaram nas últimas semanas e que as empresas de transporte coletivo já acionaram a PM, pedindo providências. “Na próxima semana a 2ª Cia deverá se reunir com outros batalhões da capital, principalmente o 13º e o 20º BPMs, que atuam nas regiões onde estão ocorrendo mais assaltos como o Pinheirinho e o Portão, para definir quais medidas serão tomadas. Aqui em Araucária estamos tendo pro­blemas com os marginais que embarcam em terminais ou pontos de Curitiba, mas cometem o assalto no nosso perímetro urbano. Inclusive a PM já identificou alguns desses bandidos e já está tomando as providências”, des­tacou Stoccheiro.

Ainda de acordo com o comandante, entre as ações que deverão ser implementadas estão abordagens policiais em ônibus, acompanhamento através dos serviços reservados da PM e da Guarda Municipal e também existe a hipótese de colocar policiais à paisana dentro dos coletivos, mas esta possibilidade é mais remota, porque além de colocar em risco a segurança dos policiais, também coloca em risco os próprios passageiros.

Cobrança antiga

O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Me­tropolitana – Sindimoc, Anderson Teixeira, fez questão de ressaltar que as solicitações pedindo mais segurança no transporte coletivo não vêm de hoje. “Faz mais ou menos uns cinco meses que começamos a enviar ofícios para as forças policiais alertando sobre isso. Enviamos cerca de 20 ofícios. Agora que a coisa tomou proporções maiores, a partir da divulgação na mídia e redes sociais, eles estão se mobilizando.Também faz tempo que estamos cobrando uma posição por parte das empresas de ônibus, uma medida preventiva, ações que ajudem a inibir os assaltos, e nada”, criticou Teixeira.

Ele ressaltou que nesta situa­ção atual, que se tornou emergencial, cabe à polícia fazer uma ação tática para capturar esses meliantes. E isso seria muito mais fácil se uma das propostas já sugeridas pelo sindicato, de instalar câmeras nos coletivos, tivesse sido acatada. “Se os veículos tivessem câmeras, a partir das imagens captadas, a polícia conseguiria identificar os malandros com mais rapidez”, acrescentou.

FOTO: EVERSON SANTOS

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