Foto: Pixabay

Depois de tanto tempo longe do ambiente escolar, crianças e adolescentes voltaram às salas de aula transformados. Infelizmente, uma boa parte deles veio com problemas de comportamento, que estão sendo refletidos em casos de bullying, agressões verbais, agressões físicas e vandalismo. Cabe à família estabelecer limites e regras, e à escola reforçá-las e fazer com que sejam respeitadas, mas com algumas crianças e adolescentes, tem sido uma tarefa difícil controlar excessos no comportamento.

Em Araucária, nas primeiras semanas de aulas presenciais, o Conselho Tutelar atendeu três situações de brigas em escolas e duas delas envolviam meninas. Segundo a conselheira Franciele Menegatti, o que mais preocupa é que os motivos das brigas foram fúteis: fofocas ou ciúmes. “Nesses casos, orientamos os pais dos adolescentes agredidos a registrarem boletim de ocorrência para que os agressores sejam responsabilizados. Mas é extremamente importante frisar que violência é crime e os adolescentes podem responder por ato infracional. Sendo assim, as famílias cujos filhos tenham se envolvido nessas brigas são orientadas a tomarem as medidas cabíveis”, explicou.

Outras situações que o Conselho Tutelar vem atendendo com frequência são as violências psicológicas, o Bullying, a discriminação, a prática de gordofobia, homofobia e racismo, cometidas dentro e fora dos colégios, por alunos que agem de forma violenta ou provocam violência psicológica. “Ressaltamos que a prática é crime, e que o autor poderá ser responsabilizado criminalmente pelos atos praticados. O Conselho também vem orientando os colégios para que convoquem as famílias, registrem as ocorrências e façam atividades de conscientização sobre o tema ‘combater a violência é um dever de todos’”, citou Franciele.

Conscientização

Em 6 de novembro de 2015 foi sancionada a Lei Nº 13.185, que cria programas de combate a estas violências: ataques físicos, insultos pessoais, comentários sistemáticos e apelidos pejorativos, ameaças por quaisquer meios, criar meios de constrangimento.

“Sendo assim, frisamos que as escolas estão sendo orientadas a promover atividades de conscientização, com envolvimento das famílias e, quando necessário, registrem as ocorrências e trabalhem para que possamos combater essa prática”, argumentou Franciele.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1300 – 24/02/2022

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