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Terminado o primeiro turno das eleições e com a grande maioria dos vencedores conhecidos, a movimentação política na cidade já diminuiu e com ela foram-se os malfadados cavaletes, que poluíram visualmente Araucária por três meses. O que nem todo mundo sabe é que parte desses materiais não foi retirada pelos candidatos e sim apreendida pelo Departamento de Trânsito da Prefeitura por determinação da Justiça Eleitoral.

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São cerca de 3.500 placas de publicidade de candidatos que estavam espalhadas pelas ruas em desacordo com aquilo que prevê a legislação eleitoral. Por conta disso, elas foram levadas à sede do Cartório Eleitoral de Araucária, que se tornou um verdadeiro cemitério de cavaletes. De acordo com a chefe do órgão, Yna Honda, os donos dos materiais foram notificados e tinham prazo de 48 horas para retirá-los, mas não o fizeram.

Diante da inércia dos candidatos que tiveram os cavaletes apreendidos, a juíza eleitoral Maria Cristina Franco Chaves determinou que os materiais fossem doados a entidades do Município. No entanto, não houveram interessados no lixo produzido por aqueles que disputaram a eleição recém-findada.

De acordo com o promotor eleitoral, Josilmar de Souza Oliveira, como o candidato já foi punido com a apreensão da propaganda eleitoral, não é possível obrigá-los a retirar esses cavaletes e dar a destinação devida a eles. “Como eles não foram retirados, vamos ter que procurar uma forma de encaminhar esse material para reciclagem, não há muito mais o que se possa fazer”, ponderou.

Texto: Waldiclei Barboza / Foto: Marco Charneski

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