“Flocos” foi o apelido carinhoso que o proprietário de uma empresa do Tietê, na área rural de Araucária, escolheu para batizar um cãozinho de rua que apareceu nas redondezas, há cerca de um mês. Mal sabia ele que este mesmo “vira-latinha” lhe causaria um prejuízo de mais de R$8 mil. Isso mesmo! O Flocos entrou na empresa AVS Tacógrafos na tarde de sábado, 15 de janeiro, sem ser visto por ninguém, e ficou preso por lá até a segunda-feira de manhã, dia 17. Nas horas em que permaneceu dentro da empresa, o Flocos “tocou o terror”, comeu os estofados e arrancou pedaços de pegadores de plástico do ônibus de um cliente, mordeu e destruiu materiais de escritório, rasgou cortinas, cantos de mesas, destruiu o estofado de uma cadeira, cortou cabos de internet, roeu lixeiras de plástico. Ele não perdoou nada e também rasgou várias notas relativas a serviços de clientes.

Na segunda-feira cedinho, quando os funcionários chegaram para trabalhar, viram toda aquela bagunça e quase caíram de costas. O dono Altielis Vivaldi da Silva foi imediatamente avisado e correu para a empresa. “Quando eu vi aquele cenário de destruição, na hora pensei que tinha sido um ladrão, principalmente porque eu não tinha tido acesso às imagens das câmeras de segurança pelo meu celular. Naquele final de semana choveu granizo, caiu a internet da loja e não consegui ver o que acontecia lá. O alarme também não tocou e o segurança que passa na rua não percebeu nenhuma movimentação”, comentou o homem.

Altielis disse que só percebeu que tudo aquilo tinha sido feito pelo Flocos no momento em que o encontraram preso dentro do ônibus do cliente, que ele havia detonado. “A gente tinha deixado as portas do ônibus abertas, mas ele deve ter acionado a alavanca com as patas e as fechou. Quando eu vi que o destruidor era o cãozinho de rua, fiquei sem o que fazer, na hora deu vontade de chorar pelos estragos e ao mesmo tempo deu vontade de rir, pela safadeza do Flocos”, contou.

O comerciante disse que o animal nunca tinha entrado na loja, só passa na frente todos os dias, ganha água e comida, e logo vai embora. “Não trabalhamos aos sábados, mas naquele dia fui até a empresa entregar um veículo para um cliente que tinha vindo de fora. Estava chovendo e acredito que o Flocos tenha entrado para se abrigar. Quando saí, tranquei todas as portas e ele acabou ficando lá dentro. Foram praticamente dois dias trancado, sem água e nem comida, ele deve ter ficado muito estressado, por isso fez tudo aquilo”, relatou.

Prejuízo

O problema é que a safadeza do Flocos deixou um prejuízo de mais de R$ 8mil para o Altielis. Ele acionou o seguro da loja, mas está com dificuldades em receber porque o contrato não prevê esse tipo de invasão. “Não vou receber nada do seguro, mas graças a Deus a proeza do Flocos já se espalhou pelas redes sociais e tem muitas pessoas me ajudando. Fico até emocionado porque as coisas já não estão fáceis e se eu tivesse que arcar com um gasto de R$8 mil, seria demais pra mim. A solidariedade das pessoas está sendo fundamental nessa hora”, agradeceu.

Segundo o comerciante, o Flocos também está recebendo ajuda, inclusive já ganhou um ano de ração e uma casinha, de uma advogada de São Paulo. “O Flocos continua por aqui, passa na frente da empresa todo dia, belo e faceiro. Ele já é amigo de todo mundo”, brincou Altielis.

Serviço

Se você ficou sensibilizado com a situação do Altieris e quer ajudá-lo a arcar com o prejuízo, ou ainda quer ajudar o cãozinho Flocos, é só fazer um PIX de qualquer valor na chave 41 997542783.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1297 – 03/02/2022

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