A decisão da presidência da Câmara de Araucária de considerar nula a votação que recepcionou o pedido de abertura de comissão processante contra o chefe do Poder Executivo municipal, Gustavo Botogoski (PL), gerou descontamento entre muitos parlamentares.

A reação, obviamente, era esperada. Afinal, a maioria dos vereadores havia votado favorável ao pedido. Porém, é preciso dizer, a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Castilhos (PL), também era esperada.
Nunca podemos esquecer que o regimento interno da Câmara dá muito poder ao presidente da Casa. E é esse poder, aliás, que faz com que muitos vereadores desejem o cargo a cada dois anos.

Agora, com o ato que recepcionou o recebimento da representação anulado administrativamente, resta esperar os próximos passos da contenda. Há quem diga que os vereadores descontentes recorrerão ao Poder Judiciário. É o caminho esperado, diga-se de passagem.

A opção, no entanto, tem seus riscos. Afinal, a judicialização da tramitação desse tipo de situação tira das mãos dos vereadores o controle da situação. E, no Poder Judiciário, o tempo das coisas não é o mesmo dos interesses políticos deste ou daquele grupo.

Enquanto vemos os próximos passos dessa discussão, fica a torcida para que a cidade continue caminhando. Não podemos jamais esquecer que elegemos governantes para que eles defendam os interesses da população, que trabalhem para melhoria dos bairros. Que implementem políticas públicas que promovam socialmente aqueles que mais precisam do Estado.

É esse o desejo da população trabalhadora de Araucária, que acorda todo santo dia para contribuir com a mantença do Estado, mas que quer ver a cidade lhe devolvendo seus impostos em forma de trabalho!
Pensemos todos nisso e boa leitura!

Edição n.º 1504.