Foto: (crédito: EPA)

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia entrou no sétimo dia nesta quarta-feira, 2 de março, e o mundo segue atônito. Desde que as tropas russas entraram em território ucraniano no último dia 24 de fevereiro, os reflexos do conflito se espalharam rapidamente. Economias globais e ativos internacionais como o dólar e o petróleo sentem os impactos. Muito além das questões econômicas e diplomáticas, a atual crise mexeu com a emoção de muitos brasileiros, em especial dos descendentes de ucranianos.

Preocupados e sensibilizados com a situação dramática vivida pelos conterrâneos, eles iniciaram correntes de orações e campanhas de doações que se espalham pelo mundo, com intuito de ajudar o povo ucraniano. As correntes de orações percorreram fronteiras e chegaram até Araucária, mais precisamente no Jardim Califórnia, onde vive o casal de descendentes ucranianos Lademiro Broniski e Inês Staczuk Broniski.

Eles vieram morar no Município em 2000, após saírem da terra natal, Prudentópolis, cidade onde fica a maior comunidade ucraniana do Brasil. “Meu avô paterno veio da Ucrânia, fugindo da Segunda Guerra. E novamente nos deparamos com o país dos nossos irmãos sendo atacado. Muitos inocentes, principalmente crianças, sendo mortos, outros fugindo às pressas, sem levar nada, deixando toda uma vida para trás, buscando abrigo em outros países. Graças a Deus muitos países estão acolhendo os ucranianos. Aqui no Brasil, especialmente em Prudentópolis, todos estenderam as mãos e abriram as portas das suas casas para receber os refugiados. Se for preciso, eu também abro minha casa para receber os ucranianos”, disse Inês.

Para a araucariense, o momento é de união, de ajuda mútua, de acolhida. “Quando soubemos que a Rússia tinha cumprido as ameaças e invadido a Ucrânia, ficamos em prantos aqui no Brasil, pois acreditávamos que o conflito não chegaria a esse ponto”, frisou.

Mesmo não tendo parentes diretos na Ucrânia, Lademiro e Inês acompanham atentos as notícias sobre a guerra e recebem informações atualizadas da Embaixada Ucraniana no Brasil.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1301 – 03/03/2022

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