Após sete anos e meio, um dos crimes de maior repercussão em Araucária teve desfecho na noite desta sexta-feira, 11 de setembro. Everton Gonçalves foi condenado a 17 anos e seis meses de reclusão pelo assassinato de seu então sócio, Célio Roberto Soares de Campos, ocorrido em 14 de março de 2019. À época, ambos eram proprietários da empresa de segurança Protect.

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O julgamento no Tribunal do Júri teve início na manhã de quarta-feira (10), estendendo-se até a noite desta quinta (11). Após as apresentações das teses pelo Ministério Público e pela defesa do réu, os jurados entenderam que Everton era culpado.

Com base na decisão soberana do Conselho de Sentença e nos quesitos respondidos, a juíza da Vara Criminal de Araucária fixou a pena, e o réu foi conduzido à prisão imediatamente após a leitura da decisão.

RELEMBRE

O crime ocorreu na Rua Júlia Tereza Bini, no centro da cidade. Everton chegou a ser preso logo após o fato, mas obteve liberdade por meio de um habeas corpus em julho de 2020. Em novembro do mesmo ano, após a expedição de um novo mandado de prisão, tornou-se foragido, voltando a responder ao processo em liberdade posteriormente.

As investigações da Polícia Civil, baseadas em depoimentos de testemunhas e na análise de imagens de câmeras de segurança, revelaram que Everton planejou o homicídio em conjunto com um segundo indivíduo. A dupla teria forjado a cena do crime para simular um latrocínio.

Segundo relatos de testemunhas, Célio havia descoberto que o sócio realizava desvios de verbas da empresa para fins pessoais. Na data do crime, a vítima marcou uma reunião com Everton com o objetivo de desfazer a sociedade.

Por volta das 20h30, durante a reunião, um segundo suspeito foi visto nas proximidades da empresa. Ele tirou fotos e pediu para um motorista de aplicativo deixá-lo algumas quadras do local. Esse indivíduo retornou ao local 10 minutos depois, entrou na empresa e executou Célio com um disparo na nuca.

Everton chegou a afirmar às autoridades que o homem havia tentado assaltar a empresa e que, após a reação do sócio Everton, o suspeito o teria matado e roubado um aparelho celular. No entanto, a Polícia Civil constatou inconsistências na versão apresentada pelo sócio, concluindo que seu depoimento era inverídico.

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