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Foto tirada em fevereiro de 2021. Foto: Marco Charneski

Choveu um pouco mais em junho no Paraná em relação aos últimos dois meses, mas, ainda assim, o volume ficou abaixo da média histórica para o período. Levantamento feito pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), em 13 cidades do Estado, revelou que a precipitação acumulada no mês passado foi de 1.209,4 milímetros ou 84,4% dos 1.432,2 mm estimados para o mesmo conjunto de municípios. Em maio o índice ficou em 1.119,4 mm e em abril, o mais seco da série história no Estado, em 369 mm.

Números que reforçam a necessidade do uso racional da água. Curitiba e Região Metropolitana seguem em um rodízio no abastecimento desde o ano passado, com intervalo de 60 horas de fornecimento e 36 horas com suspensão. O mesmo vale para as cidades de Santo Antônio do Sudoeste e Pranchita, ambas na Região Sudoeste. Nesses casos, porém, o rodízio é menos severo, programado para apenas um período do dia em determinada região da cidade.

Atualmente, de acordo com a Sanepar, a média dos reservatórios do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC) é de 55,10%, pouco superior ao registrado no fim de maio (53,17%). O conjunto é composto pela Barragem Iraí (43,84%), Barragem Passaúna (57,92%), Barragem Piraquara 1 (55,61%) e Barragem Piraquara 2 (79,44%). Para o fim da interrupção parcial do fornecimento, a companhia espera que o índice chegue a 80%.

CURITIBA

Na Capital choveu em junho 89,2% do volume esperado – 96,4 mm para uma média histórica de 108 mm. Por isso, a Sanepar mantém o alerta de economia de água pela população, orientando o uso prioritário para alimentação e higiene pessoal.

As dicas são para reduzir o tempo de banho, manter a torneira fechada enquanto se escova os dentes e se faz a barba. Deve-se acumular roupa e louça para lavar de uma só vez. A lavagem da calçada, quintal, carro e rega de jardim devem ser feitas com água reaproveitável e não potável.

“O esforço da Sanepar é para manter o nível dos reservatórios estáveis e a expectativa é de que as chuvas previstas para dentro da média melhorem a condição hídrica e ajudem a manter o abastecimento de água”, avaliou o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchoroski.

Como consequência da estiagem, o Governo do Estado decretou em maio nova situação de emergência hídrica na Região Metropolitana de Curitiba e no Sudoeste do Estado. O decreto 7.554/21 tem validade de 90 dias e é assinado um ano após medidas semelhantes terem sido adotadas para minimizar os impactos da crise hídrica, que se estende há pelo menos dois anos.

LITORAL E INTERIOR

Meteorologista do Simepar, Samuel Braun afirmou que apenas duas das 13 cidades pesquisadas – Foz do Iguaçu (Oeste) e Guaratuba (Litoral) – superaram a média histórica em junho. Já Londrina, no Norte, apresentou o pior índice: apenas 42,7% do esperado para o período.

“A chuva foi irregular em junho, uma característica do período. Ainda assim, algumas cidades conseguiram superar ou ficar próximas da média, o que é importante para o abastecimento de água. A precipitação foi maior no Oeste, Sudoeste e Sul do Paraná”, explicou. “A previsão para julho e agosto, contudo, é de meses mais secos, abaixo da média. Até o próximo dia 15 não temos indicativos de chuvas fortes pela frente no Estado”, acrescentou.

Confira quanto choveu em junho nos 13 pontos do Paraná analisados pelo Simepar

CURITIBA
Junho 2021: 96,4 mm
Média do período: 108 mm
Porcentual: 89,2%

Texto: Agência de Notícias do Paraná

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