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Cinomose: aumento no número de casos no Município preocupa veterinários

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Bastante comum nos meses mais frios, a cinomose, doença viral infectocontagiosa que afeta os cães, está chamando a atenção de veterinários porque vem sendo cada mais registrada nos demais meses do ano.

Em Araucária, por exemplo, houve um aumento no número de casos suspeitos nos últimos dois meses. Para o veterinário Gustavo Warich, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, um dos motivos pode ser a instabilidade climática, um dia está frio, no outro faz calor, depois chove, fazendo cair a imunidade dos cães, facilitando a transmissão do vírus.

“Apesar de não termos uma estatística, observamos esse aumento de casos com base na nossa rotina de trabalho. São muitos casos suspeitos que temos recebido ultimamente. Por ser uma doença muito característica, conseguimos fazer a confirmação, e também pelo fato de que quando atendemos um caso, geralmente já aparece outro próximo, tornando evidente que se trata de uma doença viral e junto com os sinais clínicos que a gente observa, acabamos definindo que de fato é a cinomose”, explica o veterinário.

Ele diz ser extremamente importante falar sobre isso porque a cinomose é uma doença muito grave, que atinge cães de todas as idades, em especial animais com até seis meses de vida e os mais idosos, e envolve diversos sistemas do organismo, principalmente o respiratório e o neurológico. Os sintomas característicos são a secreção ocular e nasal, tosse, falta de ar, secreção nos olhos, e o animal também pode desenvolver uma pneumonia. Quando o quadro piora, atinge o sistema neurológico, reduzindo drasticamente o prognóstico positivo dessa doença. “Se atingir o sistema neurológico, mesmo que o animal sobreviva, na grande maioria das vezes ele fica com alguma sequela, sejam convulsões, tremores musculares, incoordenação motora, entre outros”, ilustra.

Gustavo ainda reforça que a doença é transmitida de um cão para outro, direta e indiretamente, através das secreções do organismo, bem como pela urina e fezes. “Não existe um tratamento específico por ser uma doença viral, então indicamos medicações para tentar fortalecer o sistema imune e fazer com que o animal consiga combater a replicação viral. Também tratamos as consequências dessa doença no organismo, como a tosse, a pneumonia, as convulsões, entramos com indicações específicas para controlar isso e evitar que a doença piore”, comenta.

Como combater

O veterinário alerta que a única maneira eficaz de combater a cinomose é manter o calendário anual de vacinação dos cães, de preferência com uma vacina importada, aplicada pelo profissional.

“No nosso município temos o atendimento emergencial para animais que vivem em via pública, então caso alguém observe em sua região cães com secreções no focinho ou oculares, tosse, sinais neurológicos, deve entrar em contato com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente pelo fone 3614-7483. Assim que possível, uma equipe irá até o local para fazer uma avaliação e aplicar o tratamento necessário”, orienta.

Edição n.º 1384