Cohapar fará casas populares em terreno que foi invadido, O Popular do Paraná
O terreno localizado no Jardim Condor foi doado pelo Governo do Estado à Cohapar e em breve poderá receber um conjunto de casas populares. Foto: Marco Charneski

O terreno localizado na rua Yoshiaki Nagano, no jardim Condor, que foi invadido na madrugada de sábado, 12 de junho, pertence à Cohapar – Companhia de Habitação do Paraná, e em breve deverá ser ocupado por um conjunto de moradias populares. Segundo a Companhia, já existe um projeto aprovado para a referida área, que prevê a construção de 145 moradias para famílias de baixa renda.

Apesar de ter um projeto já definido para aquele terreno, a Cohapar explicou não ser possível estimar uma data para o início das obras, porque ainda há questões a serem resolvidas antes de o projeto avançar. “Depende de uma sentença judicial na ação impetrada pelo antigo proprietário para iniciar a obra, onde ele questiona os termos da desapropriação feita pelo Governo do Estado. Segundo a Cohapar, assim que sair o trânsito em julgado, o projeto deverá ser objeto de licitação para a construção das moradias.

A invasão

A Guarda Municipal de Araucária e a Polícia Militar estiveram durante várias horas negociando a saída de invasores no terreno que pertence a Cohapar, localizado em frente ao Acqua Park. Cerca de 120 pessoas chegaram de madrugada, em três ônibus, segundo afirmaram vizinhos. Primeiramente as lideranças do movimento explicaram às forças policiais que estavam ali para um protesto contra questões sociais como vacinação, auxílio emergencial e bolsa família, e que não tinham a intenção de invadir e construir casas. Representantes da Prefeitura também estiveram no local, para acompanhar a situação.

Mesmo assim os invasores permaneceram na área e as negociações se estenderam até a tarde de domingo, 13. Com a chegada do comandante do 17º BPM e do secretário de Segurança Pública do município, bem como do Pelotão de Choque da PMPR e outras guarnições de Rotam, foi estabelecido um prazo para que as famílias e representantes de ONGs deixassem a área de forma pacífica. Os integrantes do movimento se reuniram e decidiram acatar as ordens, desmontaram as barracas de lona e saíram do local.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1266 – 17/06/2021

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