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Jesus está em Jericó, caminhando em direção a Jerusalém, onde será preso, torturado e morto. Aproxima-se cada vez mais do momento crucial, no qual, movido por um profundo amor, dará a vida para nos salvar. E, no meio do caminho, vai ensinando seus discípulos a respeito daquilo que é fundamental para entender a proposta do Reino. Ensina que para segui-lo faz-se necessário desapego dos bens terrenos; que é preciso deixar de lado a busca dos privilégios e dos primeiros lugares e, aprender a servir; e, em Jericó, no encontro com o cego Bartimeu, e, a cura da cegueira, abre seus olhos para ver fisicamente e, mais do que isso, recupera nele a dignidade como ser humano. Uma cura física e espiritual ao mesmo tempo, mostrando claramente que Ele veio para libertar as pessoas de todo tipo de escravidão.

Aquele cego estava sentado à beira do caminho, sozinho, isolado, afastado da multidão, porque era considerado um pecador. O fato de não enxergar fazia dele um mendigo, porque excluído da família e da sociedade. De repente, ao saber que Jesus estava passando por ali, vê a grande chance de mudar radicalmente a sua vida. Não tem medo e começa a gritar, mesmo que, a princípio, a multidão queira calar a sua voz. No entanto, ele grita mais forte ainda até o momento em que o próprio Jesus para e o chama. A multidão que antes queria silenciá-lo, agora o incentiva a levantar, a jogar o seu manto e ir ao encontro do Mestre. E, diante da pergunta de Jesus, ‘que queres que eu faça’, e sua resposta, ‘que eu veja’, movido por profunda compaixão, Ele lhe diz: ‘Vai, a tua fé te salvou’.

Assim como o cego Bartimeu, diversas vezes em nossa vida, nos sentimos caídos, como que derrotados, à beira do caminho, sem saber o que fazer. Os problemas do cotidiano, a perda de um ente querido; a insegurança quanto ao amanhã; as dificuldades de relacionamento; o desemprego; a droga; o medo diante de tanta violência; tudo isso nos paralisa e por vezes nos abala e derruba. Nós nos sentimos então impotentes, frágeis, como que abandonados e, tantas vezes, decididos a abandonar o barco da vida. De repente, de modo inesperado, surge Jesus e nos diz: ‘coragem, levanta-te, eu estou contigo’. É uma voz que toca no nosso interior e nos anima a seguir em frente. Abre os nossos olhos e nos ajuda a perceber que nem tudo está perdido, e, que existe um longo caminho a percorrer.

Encontramos diariamente em nossa vida, tantas pessoas desanimadas, caídas, como que cegas, sem ver perspectivas de mudança. A presença de Jesus nos anima a ir ao encontro delas e, como seguidores do Mestre, guiados pelo seu espírito, sermos uma presença confortadora, apontando possíveis saídas para os problemas. São pessoas como que cegas, sem horizonte, dominadas por um vazio interior. Somos desafiados a sermos um facho de luz e de esperança em suas vidas. O mundo necessita de pessoas animadas e positivas, diante de tantas adversidades e, neste momento, diante de tantas perdas de entes queridos, por causa dessa pandemia. Sermos uma presença que aponta caminhos, soluções e que desperta no outro a fé de que é possível seguir em frente.

Talvez nunca foi tão necessário e urgente ir ao encontro do outro que sofre, que chora a perda do ente querido, do desemprego, e dizer: ‘coragem, levanta-te, Ele te chama, Ele te ama’. Sermos sinais de esperança, diante da dor e do sofrimento alheio. Essa foi a atitude de Jesus, que mudou radicalmente a vida daquele cego. Como seus seguidores, nossa missão é sermos instrumentos que estão prontos a ajudar tantos irmãos caídos à beira do caminho.

Publicado na edição 1284 – 21/10/2021

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