Coluna SMED: Inclusão em rede – vivências conectadas

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Há várias décadas, existe uma ampla discussão sobre “inclusão social”, particularmente por meio da inserção no mundo do trabalho. Percebe-se que nosso país deu um salto qualitativo ao normatizar os direitos das pessoas com deficiências ao implementar políticas para a educação especial, orientadas pelos princípios da inclusão, principalmente com a promulgação da Convenção sobre os Direitos das pessoas com Deficiência (Decreto nº 6949/2009).

Nessa perspectiva, a Educação Especial se configura como um processo educativo, buscando a inclusão do adolescente, jovem e adulto em todos os aspectos da dimensão da vida humana e, portanto, em todos os espaços sociais, sendo um destes o espaço profissional.

As pessoas com deficiência têm vindo, ainda que de forma gradual, conquistar um direito que é de todos: o trabalho, o acesso a uma profissão, a inclusão social e a autonomia e independência econômica desejada.

A inclusão no trabalho pode trazer diversos benefícios, garantindo o aprendizado e uma nova visão de mundo para as pessoas com deficiência. Trabalhar permite que essas pessoas sejam reconhecidas como profissionais e traz um real sentimento de inclusão em sua comunidade, melhora a autoestima e autonomia nas atividades diárias, constituindo-se assim parte integrante, participativa e produtiva de uma sociedade.

Um fator fundamental para a entrada no mundo do trabalho é a preparação que este requer. Pensando nisso, A Secretaria Municipal de Educação, por meio do Departamento de Educação Especial e em parceria com a Rede Asid Brasil está desenvolvendo o projeto: “Inclusão em rede: vivências conectadas”, o qual consiste em ampliar por meio de atividades práticas e dinâmicas conteúdos estabelecidos, aperfeiçoando os conhecimentos básicos e, dessa forma, oferecendo condições para um futuro profissional, no qual o jovem com deficiência tem a oportunidade de desenvolver sua autonomia.

São 5 turmas nas seguintes instituições: Associação dos Pais e Amigos dos excepcionais (APAE ), Centro de Atendimento Especializado Multidisciplinar (CAEM) e Educação de Jovens e Adultos (EJA), nas quais os jovens vivenciam novas experiências com a temática de mercado de trabalho e exploram questões como: responsabilidade, expressar opinião e necessidades, autoconhecimento, o que é o mercado de trabalho formal e possibilidades como empreendedorismo, entre outras questões relacionadas.

É importante destacar que o mundo do trabalho para as pessoas com deficiência não envolve apenas a pessoa em si, mas também a família, a escola e a sociedade, que precisam caminhar juntas em defesa da inclusão dessas pessoas para que isso se torne realidade e assim oferecer oportunidades de acordo com as potencialidades de cada um.

Edição n.º 1377

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