Com Jesus nasce uma nova lei

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Muitas vezes ouvimos os fariseus, os saduceus e os chefes da sinagoga, afirmarem que Jesus veio para abolir a lei e os profetas. O acusavam de negar tudo aquilo que foi anunciado pelos profetas, e, sobretudo, pela Torá, ou seja, os dez mandamentos recebidos por Moisés no Monte Sinai. Jesus, longe de negar essa verdade, ele tem total consciência de que veio dar pleno cumprimento à lei. Ele conhece a tábua da lei e não a nega, muito pelo contrário, é fiel e comprometido, mas, aprofundando-a para níveis plenos. Não basta cumprir apenas a lei, mas entender o verdadeiro sentido dela e ir até às suas últimas consequências. Ou seja, compreender aquilo que se encontra na sua essência, sem ser apenas um mero cumpridor.

Para Jesus, não basta ‘não matar’ fisicamente, pois, podemos matar o nosso irmão através de palavras, de gestos, da indiferença, da humilhação, tirando dele toda a dignidade. Diariamente matamos o próximo, quando somos indiferentes diante do seu sofrimento, das suas necessidades, da sua dor. Quantas vezes matamos com um olhar de julgamento ou de condenação. Nas relações humanas, tais como na família, ou na comunidade ou no trabalho, podemos destruir, matar, na medida em que ignoramos o próximo, o desprezamos, não somos capazes de acolhê-lo com carinho e ternura. As palavras, os gestos, podem ‘matar o nosso próximo’. Para tanto, Jesus convoca a todos para que mudem suas atitudes e que seus gestos sejam cheios de amor, de acolhida, e, ajudem o outro a viver mais plenamente.

Quando Jesus fala sobre o adultério, acrescenta dizendo que a intenção que está por detrás de um olhar, já é pecaminosa. Ali entra toda a questão de ver a mulher apenas como um objeto aprazível, a quem se usa, sem respeito e dignidade. A mulher é um dom de Deus, e, requer da parte de cada um de nós, um profundo respeito e consideração. Ver nela um ser humano criado por Deus e, que, junto com o homem é chamada a construir um mundo melhor. Toda intenção de possuí-la apenas como um objeto de prazer, caracteriza uma afronta ao próprio Deus, que a criou à sua imagem e semelhança.

Percebemos em Jesus um olhar bem mais profundo, onde a sua preocupação é com a essência do amor, que vai além do meramente superficial e legalista. Não devemos fazer as coisas, segundo o Mestre, simplesmente porque a lei o afirma, mas, muito mais, movidos por um coração cheio de amor e de misericórdia. A verdadeira lei é o amor, que brota de um coração terno, compassivo, que quer somente e unicamente o bem do outro. Um amor que se percebe através de palavras e de gestos, carregados de respeito e consideração pelo outro. Cada ser humano é digno de consideração, por sua dignidade como Filho de Deus.

A nova lei que Jesus nos apresenta, brota do interior, onde se constroem as verdadeiras relações humanas. As verdadeiras e genuínas intenções, são aquelas que nascem de um coração movido pelo desejo sincero de fazer o bem e de pensar unicamente na realização do outro. Que não vê no próximo alguém para ser usado em benefício próprio, mas, um ser para ser amado, porque nosso irmão e Filho de Deus.

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