Todos os anos, dezenas de pessoas, contrariando as recomendações dos bombeiros, morrem afogadas em cavas e represas. Foto: Marco Charneski

As altas temperaturas que costumam ser registradas no verão, acendem um alerta para uma prática arriscada e proibida, porém bastante comum. Nadar em cavas e represas, locais impróprios para banho, é extremamente perigoso, pois estes locais não contam com acompanhamento de profissional habilitado para salvamentos.

O comandante do Corpo de Bombeiros de Araucária, capitão Eduardo Niederheitmann Hunzicker, faz um alerta e afirma que nadar em cavas e represas oferece risco de afogamento e morte. “Somente no ano passado no município de Araucária foram registrados 6 casos de afogamentos em cavas e represas, sendo 2 casos nos meses de novembro e dezembro. As cavas e represas representam um risco muito grande para quem pretende se banhar nestes locais, além de ser proibido, escondem vários riscos, que não podem ser observados, estando de fora da água”, orienta.

Riscos

Entre os riscos citados pelo comandante dos bombeiros está a profundidade, que pode aumentar de forma abrupta; riscos ocultos como troncos de árvores, cercas, arames, que podem prender alguém ao fundo, ocasionando o afogamento; riscos de afogamentos múltiplos, quando na tentativa de ajudar, outra pessoa entra na água e acaba se tornando mais uma vítima e riscos de traumatismos cranianos, por se lançar de cabeça em pedras.

“Esses acidentes são passíveis de serem evitados, basta as pessoas não se banharem nestes locais; e se avistar alguém em situação de perigo, não entre na água, ligue imediatamente para o193 (Bombeiros). De fora da água, tente alcançar um pedaço de galho ou bambu (vara de pesca), lançar uma corda ou um objeto flutuante (o pneu step do carro pode ajudar, um isopor, colchão inflável), mas não entre se não tiver habilidade de natação, você pode se tornar mais uma vítima. Sinalize o local para a chegada da equipe de bombeiros e ainda, não tente desenroscar linhas de pesca, pois como já dito, a profundidade aumenta muito rápido, podendo causar o afogamento”, recomenda o capitão Hunzicker.

Texto: Maurenn Bernardo

Postado na edição 1294 – 13/01/2022

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