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De acordo com a Secretaria de Saúde, aumento no preço de insumos e da chamada hora-médica influenciaram no custo ope­racional do HMA. Foto: Marco Charneski

A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) realiza no próximo dia 25 de outubro a sessão pública do processo seletivo para escolha da organização social que tocará o Hospital Municipal de Araucária (HMA) pelos próximos doze meses.
O edital com as regras do processo seletivo prevê que o custo anual para manter o HMA de portas abertas será de R$ 52.526.914,44, o que corresponde a quase R$ 4,4 milhões mensalmente. O valor é superior ao que está sendo pago atualmente à Liga Paranaense de Combate ao Câncer, que administra o Hospital atualmente por R$ 2,9 milhões mensalmente.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Adilson Seidi Suguiura, o reajuste é fruto essencialmente da atualização do custo da hora médica dos profissionais que atuarão no HMA, bem como a elevação dos valores dos insumos necessários para manter qualquer unidade de saúde aberta. O novo contrato também prevê o aumento do número de cirurgias eletivas e outros procedimentos que serão realizados no Hospital. “Alguns custos na área da saúde, como sabemos, tiveram uma alta bem grande por conta da pandemia e isso, infelizmente, está se refletindo em todas as contratações que temos que fazer. No caso dos médicos mesmo, antes conseguíamos contratar um profissional pagando em torno de R$ 115,00 a hora médica. Hoje, esses valores giram em torno de R$ 140,00 a hora. Os insumos, de maneira geral, tiveram alta entre vinte e quarenta por cento”, ponderou o secretário.

O secretário explicou ainda que o atual contrato firmado com a gestora do HMA, que também faz a gestão do Hospital Erasto Gaertner, foi celebrado levando em conta o cenário pandêmico, razão pela qual muitos exames e procedimentos não foram incluídos, já que não poderiam ser realizados. Por esta razão, o valor global ficou menor. “Neste novo edital incluímos novamente procedimentos como endoscopia, colonoscopia, ortopedia, já que procedimentos eletivos voltaram a poder ser realizados, aumentamos ainda a quantidade de exames, biópsias e cirurgias”, explicou.

O novo edital mantém a obrigatoriedade de gestão de toda a maternidade, leitos de UTI, pronto atendimento infantil, entre outros. Entre as metas que a organização que vencer a concorrência terá que cumprir está a realização de, no mínimo, 93 cirurgias eletivas por mês, 110 consultas ambulatoriais, além de cirurgias ambulatoriais, como vasectomias e outras.

O novo contrato prevê ainda que o prestador terá que realizar mensalmente um mínimo de 300 mamografias, 135 tomografias, 1.500 exames de Raio-X, 600 ultrassonografias, 250 ecocardiogramas, 150 testes ergométricos, 200 eletrocardiogramas, 25 biópsias de próstata, 165 endoscopias e 75 colonoscopias.

Texto: Waldiclei Barboza

Publicado na edição 1284 – 21/10/2021

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