A Prefeitura de Araucária devolveu ao Poder Legislativo na última segunda-feira, 11 de março, os projetos de lei que alteram a carreira e a previdência do funcionalismo municipal. Esse pacote de leis é fruto de um amplo estudo feito pela Fundação Instituto de Administração (FIA) por praticamente dois anos.

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Obviamente, os anteprojetos de lei resultantes do levantamento feito pela FIA não agradaram parte do funcionalismo. Afinal, qualquer tipo de adequação à legislação de carreira e previdência no serviço público que se faça aqui, no Oiapoque ou no Chuí, nas esferas municipal, estadual ou federal do funcionalismo não será para ampliar benefícios. Logo, é legítimo o descontentamento de certos grupos de funcionários. Da mesma forma, é legítimo que o Município trabalhe nessas adequações. Afinal, ao gestor cabe pensar no melhor (ou menos pior) para toda a cidade e não apenas para determinados segmentos.

O que é preciso nesses casos é tentar chegar a uma composição que não seja nem oito e nem oitenta. Alguém sempre terá que ceder. A discussão agora é quando isso acontecerá? Isto porque o retorno do pacote de leis à Câmara só foi possível agora, em março de 2024, um ano eleitoral. E, como sabemos, em ano eleitoral tudo é mais complicado de ser feito, seja pelos impedimentos legais trazidos por legislações federais, seja pelo fato de que – no final das contas – quem vota esses projetos são os vereadores, sujeitos políticos, não técnicos.

Assim, embora o pacote de leis tenha voltado ao Legislativo, não é possível apostar em uma data para que ele seja levado a plenário. E, se um dia chegar, as propostas devem estar bem diferentes do que foi originalmente concebido.

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