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Delegacia de Araucária deverá indiciar a filha como autora

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A Delegacia de Araucária ainda não concluiu o inquérito em torno do crime ocorrido no último dia 14 de setembro, em uma chácara localizada na estrada João Roque Fuerque, na área rural de Espigão Alto. O caso deixou a população intrigada devido as várias versões que foram apresentadas inicialmente. A primeira versão foi de que a vítima, Hideo Ueki, de 81 anos, teria sido assassinada pela própria filha, que chegou a confessar o crime. Na sequência, a polícia chegou a cogitar a possibilidade de que o idoso poderia ter sido morto pelo filho ou pela própria esposa, o que teria ocorrido após uma discussão em família.

Outro fato que chamou muita atenção foi que após atingir o idoso com um tiro no peito, isso na noite anterior (13/09), a família não acionou o socorro, apenas fez um curativo e acreditou que ele iria melhorar. Apenas no dia seguinte, quando constatou que ele havia morrido, o filho chamou a Polícia Militar.

De acordo com o delegado Erineu Portes, as investigações apontaram a filha como autora do crime, já que desde o início foi ela quem assumiu a culpa. No entanto, em seu depoimento, ela disse que não tinha a intenção de matar o pai e que o disparo contra ele foi acidental. “Durante as oitivas, este fato foi confirmado pela mãe, que se fazia presente no local, e pelo outros dois irmãos que residiam na casa. Os dois não se encontravam na residência no momento do crime, mas a mãe teria dito a eles que a irmã deu um tiro acidental. Porém outro fato que intriga a polícia é que todos os integrantes da família apresentam algum tipo de problema psicológico e só perceberam a gravidade da situação quando a vítima já estava morta”, contou o delegado.

Ainda de acordo com ele, o fato de não terem pedido ajuda no dia em que o idoso foi baleado indica que no entender dos familiares, o tiro teria sido algo superficial. “Além dos dois filhos e a esposa da vítima, foram ouvidos mais três filhos da suposta autora, dois maiores e um menor de 16 anos. Eles confirmaram que não tinha nenhuma seita envolvida e que a mãe deles havia de fato pedido para estocar comidas porque iria acontecer uma espécie de holocausto e que haveria falta de alimentos. Como eles moram em uma região distante de tudo, decidiram se prevenir e começaram a estocar comida no paiol”, diz o delegado.

Ele também acredita que a conclusão do inquérito deverá mesmo apontar a filha da vítima como a suposta autora do disparo. “Para as investigações tudo indica que tenha sido um homicídio culposo (sem intenção de matar), mas vamos entregar o inquérito e caberá ao Ministério Público se manifestar, após analisar o caso e as provas apresentadas”, concluiu.

Edição n.º 1381