A discussão pela Câmara de Vereadores de um projeto de lei proibindo a utilização da chamada linguagem neutra nas escolas de Araucária é uma daquelas situações que, infelizmente, fazem com que algumas pessoas se coloquem a questionar até que ponto a Casa de Leis e/ou alguns parlamentares estão realmente comprometidos com demandas relevantes para nossa população.

A propositura do projeto em questão faz com que a Casa, os vereadores e seus servidores percam tempo com algo que efetivamente não é um problema e nem uma necessidade para a cidade neste momento. O tal projeto é tão útil quanto água em pó. É tão necessário quanto uma norma proibindo a soltura de bombas atômicas em Araucária.

Isto porque não há relatos de que professores estejam impondo aos seus alunos que utilizem o chamado gênero neutro. Da mesma forma, não há relatos de alunos ou mesmo pais que tenham sido constrangidos a o usarem. Ora, então se não é um problema, por qual razão gastarmos energia com tal discussão neste momento?

Perder tempo com esse tipo de discussão interessa apenas a um minúsculo número de pessoas que gosta de trazer à baila assuntos que efetivamente não são de competência municipal e que, se um dia houver a necessidade de regulamentação, serão tratadas junto ao Congresso Nacional.

Precisamos urgentemente focar no que é realmente necessário. Trabalhar pelo que é de interesse da coletividade e de competência municipal. Do contrário, a Câmara perde relevância. O vereador vira o “tio do grupo de zap” da família que transforma tudo em bandeira política.

Felizmente, no caso concreto, a Câmara rejeitou a matéria. Fez bem para sua história. Fez bem à coletividade em não criar mais uma lei desnecessária. Em não alimentar mais uma polêmica que no fundo não é polêmica coisíssima nenhuma. Pensemos nisso e boa leitura!

Publicado na edição 1302 – 10/03/2022

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