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Após quase sete meses, Marcus e Joel encerraram o projeto em Araucária. Foto: divulgação

No dia 27 de março deste ano, o professor de Geografia Marcus Matozo e o analista de sistemas Joel Hartmann Junior montaram em suas bicicletas e deram início a uma verdadeira aventura, que duraria quase sete meses. O primeiro destino foi Campo Largo e na sequência vieram outras 28 cidades, dentro do projeto “RMC: um rolezinho por 29 cidades”. Roteiro que eles concluíram com sucesso, pelos arredores de Araucária, na cidade que foi o ponto de partida desse desafio. “Não planejamos isso, mas achamos que ficou muito bom terminar o projeto por aqui, em casa”, brincou a dupla.

Marcus lembra que a ideia do rolezinho nasceu de um bate papo sem maiores pretensões, pois os dois amigos estavam acostumados a pedalar por trajetos mais longos, porém queriam estender as pedaladas de final de semana. E assim surgiu o ‘Bike-Tur: Um rolezinho pelas 29 cidades da Região Metropolitana de Curitiba”. Eles começaram sem muitas ambições, apenas registros fotográficos e tomadas para elaboração de vídeos para o canal do YouTube: Geografia Fora de Sala, já no ar, com conteúdo de Geografia que o professor Marcus Matozo produz há alguns anos. Na visita a Contenda os planos mudaram um pouco. A dupla fotografou a Igreja Matriz e decidiu se concentrar em mais detalhes, registrando outros pontos que representassem a cidade de alguma forma. “Nas próximas, a ideia havia tomado forma e entrou o contexto histórico, a etimologia, bem relatado em Balsa Nova, São José dos Pinhais, Quitandinha e Mandirituba, que juntamente com a Fazenda Rio Grande e a Lapa, fizeram parte da primeira etapa”, observou o professor Marcus.

Nos pedais seguintes eles estavam mais familiarizados com o projeto, e pensavam no trajeto, buscando atingir determinados pontos turísticos/históricos que os ajudassem a contar um pouco mais sobre a geografia e a história das cidades pertencentes a esse outro lado da região metropolitana. Foi assim em Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, Campo Magro, Campina Grande do Sul, Colombo e Almirante Tamandaré. “Como a audiência foi crescendo e devido a divulgação no canal do YouTube, no Instagram, na D2BikeShop e no Jornal o Popular, outros pormenores foram sendo incrementados, incluindo o Mapa de Abertura com a bike circulando, indicando o trajeto que estávamos fazendo (sugestão da professora Salete Kozel), gerando muitos comentários e elogios. Uma tônica que marcou a segunda fase do projeto, a dos pedais mais longos, por Tijucas do Sul, Agudos do Sul, Piên, Rio Branco do Sul e Itaperuçu”, destacou Marcus.

Segundo os aventureiros, a porção norte da região metropolitana de Curitiba se revelou como o grande desafio e com a necessidade de mudanças de estratégias, pois pesou muito a questão de segurança, um ponto sempre questionado pelo Joel Júnior, que também é motociclista. Ele já havia estudado as chamadas “rota da princesa” e o “rastro da serpente” (famosas entre os motociclistas), com muitas curvas e pista sem acostamento, estrada perfeita para quem anda de moto, porém, não para quem pedala. “Diante disso, não houve outra opção senão passar por esses trechos com o carro de apoio, deixando para fazer o pedal dentro das possibilidades de segurança, porém, mantendo o projeto em pé. Foi assim que fizemos com Cerro Azul e Dr. Ulysses (rota da princesa com 394 curvas em apenas 50 km) e em Adrianópolis, Tunas do Paraná, Bocaiúva do Sul no ‘rastro da serpente’”, comentou o professor.

Para finalizar o projeto, faltavam ainda Campo do Tenente, Rio Negro, Curitiba e claro, Araucária. “O que vimos nesses mais de 1,500 km rodados, três estados visitados (PR, SP e SC), foram paisagens rurais maravilhosas, contrastando com paisagens urbanas desordenadas, muitas vezes revelando o descaso do poder público para com a cidade. Contudo, também nos deparamos com muitas surpresas boas, como em Piraquara, Cerro Azul, Campo do Tenente, Lapa, Pinhais, muito agradáveis e bem estruturadas. Foi um grande aprendizado, uma vitória. Aprendemos também sobre nós mesmos, nesses seis meses pedalando, foram quilômetros de contemplação, de admiração das paisagens, dos cheiros, dos sons e absoluto silêncio, cada um de nós pedalando, admirando e guardando na memória excelentes lembranças. Deixamos aqui nosso muito obrigado ao apoio dos nossos familiares, ao Eder e a Delaine da D2BikeShop, a Rosinha e ao Lucas Garcia do Unidos e Fortes e demais integrantes do grupo, e claro, em especial a Maurenn do Jornal o Popular, que deu notoriedade ao projeto, veiculando sempre que possível as etapas por onde estávamos passando”, finalizou a dupla.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1284 – 21/10/2021

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