Editoral: Quantas Izabeis mais?

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Izabel Spies. 42 anos. Dois filhos. Mãe. Zelosa. Profissional de enfermagem. Trabalhadora. Moradora de Araucária. Mulher. Assassinada!

Izabel é a mais recente vítima da violência doméstica em Araucária, aliás, é a mais recente vítima fatal, porque enquanto você lê esse editorial algumas outras mulheres araucarienses também estão tendo seus direitos violados por seus companheiros.

Quase que diariamente, O Popular noticia casos e mais casos de mulheres araucarienses que são agredidas ou ameaçadas por seus companheiros simplesmente por serem mulheres. Não estamos falando de desinteligência relacional, como agressores mais, digamos assim, cultos querem fazer crer. A violência doméstica é – sem dúvida – um dos principais problemas da nossa atualidade. Apesar dos avanços em termos de legislação para proteger as vítimas desse tipo de crime, seguimos pecando. Seguimos errando enquanto sociedade.

E seguimos errando porque – reparem – foi se o tempo que os casos de crimes contra a mulher eram coisas de casais mais velhos, de homens “de antigamente”, que cresceram com a mentalidade e, inclusive, protegidos pela legislação de que a mulher, digamos assim, lhe pertencia.

A violência doméstica, pasmem, está rejuvenescendo. Já têm se tornado comuns os casos de agressões no curso do relacionamento de adolescentes homens contra suas primeiras paixões mulheres. Ou seja, não temos aprendido na velocidade necessária que a agressão à companheira é inaceitável independentemente do tipo de desentendimento dentro da relação.

Precisamos seguir vigilantes. Combater e punir severamente todos os atos de violência praticados contra as mulheres, sejam aqueles mais leves até os mais contundentes, como no caso de Izabel! Mas, para além disso, precisamos investir desde a mais tenra idade na educação de nossas crianças. Eles precisam definitivamente entender que, num relacionamento, nada justifica a violência, seja ela física, sexual, psicológica, financeira, patrimonial e/ou qualquer outra!

É só quando evoluirmos a esse ponto que – finalmente – talvez deixemos de sepultar novas Izabeis!

Edição n.º 1389

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