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Editorial: A evolução necessária

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Há cerca de dois anos, um pouco mais ou um pouco menos, o Município de Araucária ousou ao contratar uma das principais fundações do país para auxiliar na elaboração de projetos de modernização previdenciária e de carreira para o serviço público municipal.

A palavra ousar é usada neste editorial porque – infelizmente – nem sempre o gestor público consegue enxergar a complexidade de determinada matéria, preferindo não mexer naquilo que está – digamos assim – a frente de seu tempo. E, em política, a frente de seu tempo é já o próximo mandato.

Por isso, um gestor que enxerga a necessidade de investir já em algo imaterial, como é uma consultoria técnica, precisa sim ser elogiado e defendido. Ainda mais quando essa imaterialidade resulta em excelentes produtos finais, como é o pacote de leis que a Fundação Instituto de Administração (FIA) está entregando a coletividade araucariense. Sim, porque o principal beneficiário deste pacote de leis não é o prefeito. Não é seu secretariado. Não é necessariamente o servidor. Não é o vereador que terá a nobre missão de votar essas leis. É sim a coletividade! É o cidadão comum!

Isto porque, a partir do momento que temos um arcabouço de leis que garante previsibilidade financeira aos cofres públicos, quem ganha é a população como um todo. Ainda mais quando essa previsibilidade se refere a uma fatia considerável do orçamento municipal, como é a folha de pagamento do funcionalismo municipal, responsável hoje por consumir cerca de 50% de tudo aquilo que entra nas contas da Prefeitura.

É importante que a coletividade procure entender, nem que seja um pouco, a importância desse pacote de leis. É importante que o funcionalismo público também olhe de maneira sóbria a proposta que está prestes a ser enviada à Câmara. Isto porque, quem assim o fizer, entenderá que essas adequações não são prejudiciais a carreira do servidor. Muito pelo contrário: a preservam. Ainda mais para aqueles que estão iniciando sua trajetória na vocacional profissão que é servir a sociedade.

Pensemos todos nisso e boa leitura!

Edição n. 1364