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Ela sabe de tudo, e mais um pouco, O Popular do Paraná

A Banca de Jornais e Revistas da Aracy é tão conhecida quanto a praça da igreja matriz de Araucária, é lá que uma simpática senhora de 78 anos, de traços orientais e sorriso fácil trabalha diariamente e que apesar da idade, ainda não pensa em se aposentar.

Aracy Tanaka, natural de Cornélio Procópio veio para Araucária há 37 anos com os quatro filhos, recomeçar a vida após o fim de seu casamento. Sua irmã, Rosa Tanaka Zelaga, que trabalhava em um banco e morava na cidade foi quem a incentivou a mudar-se para cá. “Minha irmã me convenceu que aqui era um lugar tranquilo, muito bom para morar, em pleno desenvolvimento e o mais importante é que nós estaríamos próximas”, conta Aracy.

Após se estabelecer Aracy soube que o antigo proprietário estava vendendo a banca de jornais e revistas, localizada na Praça Dr. Vicente Machado e achou que seria um bom investimento para as suas economias e, com a vantagem de ser próximo a sua casa.

“A praça não era muito movimentada, mas a banca vendia bem, o tempo todo vinha gente atrás dos principais jornais, como a Tribuna do Paraná e Gazeta do Povo e das revistas semanais como a Veja e outros tantos títulos e assuntos que eram lançados quase que diariamente”, relembra.

Nunca foi um trabalho fácil, pois era preciso madrugar na distribuidora para buscar os impressos, abrir a banca às 7 horas para não perder vendas e ainda, entregar na casa dos clientes que pediam os jornais, principalmente a edição de domingo da Gazeta do Povo. Para dar conta de tudo a comerciante sempre teve a ajuda dos filhos.

Aracy lembra de um fato pitoresco que acontecia antigamente e movimentava a praça: segundo ela, na véspera das eleições, um bando de homens se reunia para fazer apostas em dinheiro no candidato que eles acreditavam que seria eleito. “Sempre eram os mesmos senhores, falavam alto, discutiam as possibilidades, alguém recolhia o dinheiro e anotava num caderninho, era engraçado de ver”, Aracy garante que só observava e que nunca participou da jogatina.

Recadinhos de Amor

Outra história que ela fez questão de nos contar é sobre o período em que houve a parada da Refinaria da Petrobrás e a cidade recebeu muitas pessoas de vários lugares do Brasil. “Aumentou muito a venda de revistas de conteúdo adulto, do Guia de Boates de Curitiba e a revistinha Recadinhos de Amor”. A comerciante diz ainda que foi uma época de boas vendas e divertida, pois sempre tinha alguém de sotaque diferente que parava para conversar.

Com o surgimento da internet, pouco a pouca as vendas diminuíram e muitos jornais e revistas acabaram saindo de circulação, para não perder as vendas, Aracy foi incrementando a gama de produtos oferecidos, tornando a banca uma mini loja de conveniências. “A gente tem que se virar como pode, mas graças a Deus ainda vai tudo bem”.

A banca da Aracy é uma importante referência e a parada certa para uma prosa bem sossegada, sabemos que a Aracy guarda muitos segredos dos seus clientes e amigos, mas como é segredo, ela não nos conta.

Texto: Rosana Claudia Alberti

Foto: Marco Charneski

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