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Um erro no sistema de saúde público de Araucária fez a paciente Soraia Cristina Fernandes, 42 anos, aguardar quase dois anos por uma consulta com um neurologista. Segundo a mãe Lúcia Helena Fernandes, o drama da filha começou há 12 anos quando ela tirou um tumor da cabeça. Depois disso, fez acompanhamento médico durante um bom tempo, depois ficou sem receber nenhum tratamento. Há dois anos, procurou a unidade básica de saúde do CSU para fazer uma consulta com um neurologista para ver se estava tudo bem.

O problema é que até hoje a consulta não saiu e, recentemente, a Soraia teve um desmaio, caiu e bateu a cabeça. A mãe a levou para o UPA, que a encaminhou para a unidade de saúde Santa Mônica, onde ela tinha ficha. Lá eles a encaminharam para a unidade de saúde do CSU e depois para o HMA, onde fez uma tomografia da cabeça. Ela também conseguiu consulta urgente com um clínico geral.

“Estou preocupada porque o clínico viu a tomografia e pediu uma ressonância magnética e uma avaliação urgente com um neuro, porque o exame apresentava alterações. Meu medo é que como ela já está aguardando há dois anos pela consulta com o neurologista, a coisa demore de novo”, comentou Lúcia.

A reportagem do Jornal O Popular entrou em contato com a Secretaria de Saúde, que confirmou ter ocorrido uma falha da unidade de saúde CSU, a qual já estava sendo corrigida. Explicou que houve uma alteração no sistema, e a unidade de saúde não “migrou” a paciente para a nova fila de espera. Disse ainda que a paciente teria que ir até a central de regulação do município para retirar as guias dos seguintes agendamentos: consulta com a neurologista Dra Catarina para o dia 07/06 (terça-feira), às 10h30, no CEMO, e ressonância magnética no dia 23/05, às 12h40, na Clínica Dia.

Novamente em contato com a paciente, esta informou que já fez ressonância no dia agendado e que tem duas consultas marcadas com neurologistas: uma para a próxima terça-feira, 31 de maio, no Hospital Angelina Caron, em Curitiba, e outra no dia 07 de junho (terça-feira), às 10h30, no CEMO, conforme divulgado pela Saúde. “Fico feliz que as coisas tenham andado e que finalmente minha filha será atendida por um neurologista, mas lamento que tenha que ser sempre sob pressão, mesmo sabendo que isso é um direito de todo cidadão. Uma cidade do porte de Araucária não pode ficar sem um neurologista, isso é inadmissível”, disse a mãe.

Texto: Maurenn Bernardo

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