Estoques de insumos da Prefeitura são suficientes para início da vacinação | O Popular do Paraná
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Distribuição dos imunizantes é de responsabilidade do Governo Federal, mas Município já se organiza logisticamente para realizar a campanha. Foto: José Fernando Ogura/AEN

Prestes a ter seu uso emergencial autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as vacinas contra a Covid-19 são o assunto do momento em todas as casas de Araucária.

As dúvidas com relação ao processo de distribuição, priorização e efetiva aplicação do imunizante na população local são muitas e, assim como em outros locais do país, uma outra pergunta também tem tomado conta da cabeça dos araucarienses: os órgãos de saúde estão preparados para a vacinação, há insumos suficientes para isso?

Para tranquilidade dos moradores locais, a resposta para ambas as perguntas é “sim”. Araucária tem em seus estoques os chamados insumos secos para iniciar o processo de vacinação. E, além disso, todas as salas de imunização existentes nas unidades básicas de saúde são equipadas com câmaras refrigeradas, de modo a garantir o correto armazenamento das doses encaminhadas pelo Ministério da Saúde.

Esses insumos secos estiveram no epicentro de uma discussão recente no país, já que o Governo Federal não havia conseguido comprar seringas em número suficiente para o número de aplicações envolvidas numa campanha da magnitude como a se avizinha. A boa notícia é que o Governo do Paraná já anunciou que tem em seus estoques cerca de 11 milhões de estojos de seringa e agulha para início da vacinação. Araucária, da mesma forma, possui material em número suficiente para a largada da campanha.

Ainda conforme a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), embora haja esses materiais em estoque, é importante que a população entenda que a responsabilidade pela distribuição das seringas e agulhas é da Secretaria de Estado da Saúde (SESA).

Porém, além das seringas e agulhas, há outros insumos necessários para fazer com que a vacina chegue ao braço dos pacientes. Estamos falando de caixas térmicas com termômetros acoplados e gelo reciclável para transporte (distribuição e para ações de imunização itinerantes), luvas, máscaras, algodão, papel toalha, sabonete líquido, produto para desinfecção da sala e objetos, material de escritório, caixa para descarte de resíduos hospitalares. Embora pareçam materiais básicos, todos eles – de alguma forma – sofreram algum tipo de desabastecimento em razão da pandemia. Isso, quando não tiveram seus valores disparados. É o caso, por exemplo, das luvas descartáveis, que hoje chega a custar R$ 300 a caixa. O preço antes do coronavírus era de cerca de R$ 30,00. Porém, apesar dos altos e baixos do mercado desses materiais, a Secretaria de Saúde conseguiu adquiri-los em número suficiente para que tanto a demanda da vacina como dos outros atendimentos da rede municipal de saúde esteja preservada.

Vai ter vacina pra todo mundo?

Outra dúvida bastante recorrente é com relação a existência de vacinas em número suficiente para toda a população brasileira. De novo, aqui, é importante explicar que todo o país seguirá o Plano Nacional de Imunização (PNI), que é elaborado pelo Governo Federal. Justamente por isso, o Município decidiu não firmar qualquer tipo de protocolo de intenção de compra da vacina com esse ou aquele fabricante, como fizeram alguns municípios. Acontece que, na prática, estes protocolos não têm utilidade, já que todas as doses de vacinas contra a Covid inicialmente produzidas no país atenderão ao PNI e terão sua distribuição coordenada pelo Ministério da Saúde, que as repassará as secretarias de Estado da Saúde que, por sua vez, as distribuirão aos municípios, sempre respeitando critérios quantitativos do público-alvo de cada cidade.

Público-alvo

Segundo o planejamento federal, a previsão é que a vacinação dos grupos prioritários seja concluída no primeiro semestre de 2021. São eles: trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena, na primeira fase; pessoas de 60 a 74 anos, na segunda fase; e pessoas com comorbidades (como portadores de doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras), na terceira fase.

Outros grupos populacionais também considerados prioritários, como professores, trabalhadores dos serviços essenciais (forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema de privação de liberdade), populações quilombolas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e outros grupos serão contemplados na continuidade das fases, conforme aprovação, disponibilidade e cronograma de entregas das doses a serem adquiridas.

Em Araucária, por exemplo, segundo dados da última campanha de vacinação contra a gripe, estariam nos chamados grupos prioritários pelo menos 16.982 pessoas (são 2.685 trabalhadores da saúde e 14.297 idosos) e outros 7.305 habitantes com algum tipo de comorbidade, fechando o perfil de prioritários em praticamente 25 mil araucarienses.

Texto: Waldiclei Barboza

Publicado na edição 1244 – 14/01/2021

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