“Falso médico” é preso em Araucária por policiais do 17º BPM 

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
Email

Pablo do Nascimento Mussolin foi detido por força de um mandado de prisão que havia em seu desfavor, por prática ilegal da medicina e falsidade ideológica 

Um homem de 40 anos, acusado pela prática ilegal da medicina, foi preso nesta segunda-feira, 29 de agosto, na rua Rozalia Wzorek, no bairro Sabiá, em Araucária. A equipe de inteligência do 17° Batalhão da Polícia Militar prendeu Pablo do Nascimento Mussolin, por força de um mandado de prisão que havia em seu desfavor, expedido no estado de Pernambuco, por prática ilegal da medicina e falsidade ideológica.

Ao tomar conhecimento que estava sendo procurado pela Justiça, o “falso médico” acabou fugindo para o estado de São Paulo, onde novamente, ao constatarem sua situação irregular, acabou se evadindo para o estado do Paraná, e veio parar no município de Araucária. Através de uma denúncia anônima, a PM descobriu onde o suspeito estava, fez a abordagem e o encaminhou para a cadeia pública de Araucária para as providências cabíveis.

Até este momento, não há informações se Pablo chegou a exercer a falsa profissão de médico em Araucária e segundo a Delegacia de Polícia, isso só será possível saber se alguma possível vítima vier a registrar queixa. 

Outras prisões

Segundo apurado pela nossa reportagem, Pablo do Nascimento Mussolin foi preso por duas vezes por exercício ilegal da medicina, isso em pouco mais de um ano. A primeira prisão foi no dia 17 de julho de 2015. Ele atuava em Franca usando o nome de um médico do Rio Grande do Norte. Na época, ele e outros cinco médicos foram parar na cadeia por exercício ilegal da medicina.

A segunda prisão foi em 5 de outubro de 2016, em um hospital particular em Pirituba, Zona Oeste de São Paulo. Pablo foi reconhecido por uma paciente. Por já ter sido preso pelo mesmo motivo, Mussolin tem várias fotos espalhadas pela internet.

Versão da defesa

Defesa contesta acusação contra médico suspeito de exercer ilegalmente a profissão

Pablo do Nascimento Mussolin, 40 anos, foi preso em Araucária no dia 29 de agosto, por força de um mandado de prisão expedido pelo estado de Pernambuco. Ele é acusado de exercer ilegalmente a profissão de médico. A prisão foi efetuada por uma equipe de inteligência do 17° Batalhão da Polícia Militar. A matéria sobre a prisão de Pablo foi veiculada pelo Jornal O Popular na edição de 1° de setembro, e após tomar conhecimento da publicação, a defesa do acusado entrou em contato com nossa redação, explicando que “o médico se formou em instituição estrangeira, o que não configura ato ilegal, porém cumpriu todos os requisitos para que seu diploma fosse revalidado em território nacional pela Universidade Federal do Mato Grosso- UFMT”.
Ainda de acordo com a defesa, tal registro encontra abrigo no Ministério da Educação – MEC, sob o nº 3680, folhas 0249, livro 04/REVMED e devidamente inscrito no quadro de médicos do Brasil, com o CRM/PR nº 47732. Na nota de esclarecimento enviada pela advogada de Pablo à nossa redação, consta também que o profissional, além de médico generalista regular em âmbito nacional, com vasta experiência, também é detentor de muitas qualificações certificadas quais sejam: Certificado Congresso Psiquiatria (outubro 2019), Certificado de Save – PUC (junho 2020), Certificado Savc Socorrista PUC (março 2020), Certificado Pals Provider Pediatria – PUC (2020), Pós Terapia Intensiva Adulto – Albert Einstein (2020 e 2021), Pós-graduação em Psiquiatria – Instituto Brasileiro de Ciências Médicas / Faculdade Juscelino Kubitschek (580 horas, finalizando dia 16 de agosto de 2019) e Pós em andamento em Medicina Estética – Instituto Brasileiro de Medicina Estética. “Sendo assim, há que se afastar qualquer possibilidade de má-fé, falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina por parte do médico Pablo do Nascimento Mussolin”, conclui a nota.

“Falso médico” é preso em Araucária por policiais do 17º BPM 
“Falso médico” é preso em Araucária por policiais do 17º BPM  1

Texto: Redação

Matéria atualizada com a versão da defesa.

Compartilhar
PUBLICIDADE