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O encontro entre os irmãos Djalma, Antônio Pereira, Éder, Maria Pereira e Ângela Pereira e demais familiares foi marcado pela emoção. Foto: Marco Charneski

O cirurgião dentista Éder Jonilton Galdino, 46 anos, morador da zona sul de São Paulo, teve um encontro emocionante com os irmãos que moram em Araucária, que até então ele não conhecia. Há muitos anos Éder, com a ajuda da esposa e de conhecidos, vinha procurando pela família, e estava preocupado e triste ao pensar que poderia morrer sem conhecê-los. O dentista é irmão de Antônio e Ângela Pereira, filho de João Pereira, e sobrinho de Maria Pereira. “O Éder é nosso irmão por parte de pai. Quando meu pai se casou com a minha mãe, ele já tinha esse filho, mas contou para nós somente muitos anos depois. Como nunca tivemos contato, não tínhamos esperança de conhecê-lo um dia. Graças a Deus ele estava à nossa procura, e após tantos anos, finalmente nos achou. Foi uma emoção muito grande, que nem dá para descrever”, disse Ângela.

O encontro da família Pereira aconteceu no domingo, 6 de junho, e só foi possível porque Éder nunca desistiu de conhecer sua família paterna. “Morávamos em Vila Floresta, distrito de Palotina, interior do Paraná. Minha mãe era casada, e como seu casamento não estava indo bem, acabou conhecendo meu pai João Pereira, eles tiverem um romance, e eu fui gerado. Quando eu nasci, meu pai havia combinado com minha avó materna Fausta, que eles iriam me buscar. Eu estava com nove meses quando ele veio de São José do Itavó, para onde havia se mudado para trabalhar na colheita de algodão, trouxe roupa e sapato, e queria me levar com ele, para me criar, já que minha mãe tinha outros sete filhos. Mas o amor de mãe falou mais alto e ela decidiu ficar comigo. Ela disse que estava reatando com o marido e eles se mudaram para Rondônia, onde meu padrasto me registrou. Dali em diante perdemos o contato com meu pai. Em Rondônia eu cresci ouvindo minha mãe dizer que eu tinha uma família no Paraná, ela me falava os nomes dos meus irmãos e tios. Pedia para eu nunca me esquecer dos nomes e chegou a anotá-los em um papel, com medo que quando ela morresse, eu fosse esquecer. Ela sempre dizia que um dia eu poderia encontrá-los”, relembra Éder.

O dentista relatou ainda que há cerca de 10 anos, esteve em São José do Itavó, no interior do Paraná, onde seu pai morou durante um tempo, em busca de notícias. “Fui até a rádio da cidade e lá contei minha história, na esperança de que pudesse ter alguma pista, mas não deu certo. No entanto, uma mulher ficou sabendo da minha história e decidiu me ajudar, sem querer nada em troca. O tempo foi passando e na quinta-feira passada, dia 3, ela me ligou dizendo que havia criado um grupo de WhatsApp com moradores antigos de Vila Floresta, onde minha mãe morava, e contou que eles estavam próximos de encontrar a família do meu pai. Confesso que já estava desanimado, com a cabeça cheia de compromissos para resolver, e acabei pedindo para minha irmã, que mora em Rondônia, falar com esta mulher. Ela assim o fez e logo me ligou, dizendo que tudo que a mulher havia dito era verdade. Meu coração ficou agoniado e a emoção tomou conta, porque eu estava prestes a encontrar minha família”, contou.

Com os contatos em mãos, Éder procurou o primo Djalma e algumas tias, e finalmente marcou o encontro. “Foi o dia mais incrível da minha vida. Havia várias pessoas lá, que eu nunca tinha visto, mas que demonstraram um amor tão grande por mim, que não há palavras para explicar. Isso com certeza marcou para sempre a minha vida. Espero reencontrá-los em breve”, disse Éder.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1265 – 10/06/2021

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