Familiares de uma paciente de Araucária reclamaram de problemas com o serviço de ambulâncias no Município. No dia 10 de maio a moça procurou a UPA Costeira passando muito mal, e como era egressa do Hospital do Rocio, em Campo Largo, foi imediatamente encaminhada para aquela instituição médica. Porém, segundo a família, não havia ambulância disponível para encaminhá-la à cidade vizinha e os parentes tiveram que se mobilizar para levá-la de carro próprio.

De acordo com a família, há cerca de um mês ela teve uma ameaça de AVC e foi internada no Rocio, onde passou por uma cirurgia no coração. Após a alta, apresentou inchaço nos pés e teve que retornar à UPA do Costeira, porque seus pés estavam muito inchados e havia ameaça de trombose. Naquela ocasião, a ambulância do Município fez o transporte da paciente até o hospital de Campo Largo. Ela teve alta novamente, no entanto, no dia 10 voltou a passar mal e procurou novamente a UPA, foi quando ocorreu o problema com a falta de ambulância.

“Não teria problema de levarmos ela de carro, mas corremos o risco da situação dela se agravar durante o trajeto e também de nos envolvermos em um acidente, já que fomos às pressas”, disse um familiar. Ele complementou que o atendimento na UPA sempre foi ótimo, e a família agradece a atenção de todos os profissionais da unidade. A questão foi mesmo o impasse no transporte da paciente.

Sobre o caso, a Secretaria Municipal de Saúde explicou que a paciente em questão era egressa do Hospital do Rocio, em Campo Largo e procurou a UPA relatando algumas queixas. “O médico que a atendeu fez uma orientação inadequada e em momento algum foi solicitada ambulância para essa paciente. O médico que a atendeu relatou que tentou entrar em contato com o Rocio, mas não estava conseguindo falar com ninguém. Ainda segundo o profissional, os familiares da paciente estavam bastante ansiosos e ele então sugeriu que a levassem aquele hospital por conta própria, considerando que ela já era paciente de lá. A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que o médico deveria ter tomado outra conduta diante do caso. Conforme protocolo de egresso, o profissional deveria ter entrado em contato com o Hospital do Rocio para passar o quadro da paciente, solicitando vaga para transferência. Mediante o aceite do hospital, aí sim seria solicitada a ambulância para fazer esse encaminhamento. É importante destacar que a ambulância só pode transferir o paciente caso já tenha a vaga garantida no outro hospital”, esclareceu a secretaria.

Ainda segundo a SMSA, foi realizada a abertura de um documento de não conformidade para o médico em questão. Esse documento foi encaminhado para a direção técnica para providências cabíveis.

Foto: Emanoel dos Santos

Texto: Maurenn Bernardo

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