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Protesto em frente ao Condor pediu justiça após um ano da morte de Sandra. Foto: divulgação

Logo nos primeiros meses da pandemia, a primeira vítima fatal do vírus que ceifaria a vida de muitos araucarienses não aconteceu por meio do contágio da doença, mas sim pela intolerância. Há um ano, no dia 28 de abril de 2020, Sandra Maria Aparecida Ribeiro, de 45 anos, funcionária do Hipermercado Condor, foi assassinada em meio a uma discussão sobre o uso de máscara de proteção entre os seguranças do mercado e um cliente. Deixando dois filhos, a dor da perda ainda persiste na rotina da família, que nesta quarta-feira, 28 de abril, protestou em busca de justiça.

Em frente ao local de trabalho de Sandra, familiares colocaram diversas faixas e placas, expondo o sentimento de revolta e pedindo justiça, já que o autor do crime, Danir Garbossa, não está preso, e responde o processo em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica. Ele foi preso em flagrante no mesmo dia do crime, chegou a ficar detido no Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, contudo, desde o dia 14 de dezembro, o acusado passou a cumprir pena em regime domiciliar. O motivo para a conversão de sua prisão teria se dado em função de um quadro de problemas mentais, comprovado por meio de documentos oficiais apresentados pela defesa do empresário.

O ex marido de Sandra, Marino Rodrigues da Silva, um dos organizadores do protesto, disse que o sentimento de injustiça é grande, já que o homem que tirou a vida de Sandra não está pagando pelo que fez. “É muito triste o que aconteceu, a Sandra deixou dois filhos e eles ainda não superaram a dor de perder a mãe. Já se passou um ano e o réu ainda tá solto, ninguém mais fala no assunto. Precisamos relembrar o caso para que a justiça seja feita. Pelos filhos dela, não dá pra ficar em silêncio”, disse.

Publicado na edição 1259 – 29/04/2021

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