Filme de araucariense vence festival internacional
Filme e criador serão apresentados ao mundo

O curta-metragem “68 passos”, do cineasta araucariense Rodrigo Forbeck Odppes e seu sócio Rafael Bic Rafagnin, foi eleito o melhor curta dentre os 340 inscritos no Festival Internacional de Filmes Curtíssimos, realizado em Brasília no dia 10 de maio. O filme tem apenas três minutos, mas nesse pequeno espaço de tempo, conta uma história de vida, usando uma linguagem bastante singular.

Foi durante a finalíssima do festival que a obra teve sua primeira projeção em sala de cinema. Agora a produção poderá ser exibida em mais de 140 salas, em 29 países, que participam do mesmo festival.

O curta-metragem foi praticamente todo filmado em Araucária e teve o apoio de diversos moradores do município. “Tivemos uma recepção maravilhosa nas gravações. Muita gente nos ajudou e acompanhou a filmagem nas ruas. Espero poder realizar mais projetos dentro da cidade”, comenta Rodrigo.

Além do cineasta, a obra contou com a atuação das também araucarienses Rafaela Lech, Sabrina Rodrigues e Lurdes Forbeck, além da produção da artista plástica Babi Forbeck Odppes.

Filme de araucariense vence festival internacional

A inspiração
Rodrigo conta que a ideia de produzir o curta “68 passos” já o acompanhava há dois anos, quando seu tio contou que havia tido um sonho onde ele apenas via os pés das pessoas. “O sonho era incrível, havia uma história completa ali e um conceito muito interessante para ser explorado no audiovisual. O cinema sempre demonstra as ações e emoções de seus personagens focalizando seus rostos, por que não podemos contar uma história de forma diferente?”, relatou o jovem cineasta.

De lá para cá, Rodrigo disse que estudou muito cinema e se tornou amigo do Bic Rafagnin, que produz vídeos por meio de sua empresa Alameda Criativa. Contudo, foi só no final de fevereiro deste ano que o projeto ganhou forma. Somando ideias, escreveu o roteiro e, junto com o Bic, desenhou detalhadamente as cenas do filme.

“Cada enquadramento foi muito bem pensado, pois queríamos condensar uma história de vida em breves 3 minutos, e ainda encenar todas as emoções dos personagens por meio apenas dos movimentos dos pés e das pernas. Foi então que montamos uma equipe de produção em menos de uma semana e rodamos praticamente todas as cenas em Araucária, em três finais de semana. Contamos com o apoio de amigos, moradores e comércios locais. Compartilhamos mo­mentos maravilhosos nesse processo todo. Cinema, definitivamente, não se faz sozinho”, pontuou o jovem.

O futuro
Por mais que acreditassem no que estavam produzindo, os jovens não esperavam vencer como o melhor curtíssimo (o termo é usado para classificar filmes de até 3 minutos) dentre 340 concorrentes do Brasil todo. Eles relatam que havia muita gente mais experiente competindo ali, e a surpresa foi incrível. “A sala de exibição em Brasília, onde o festival foi sediado, lotou e ficamos muito felizes com o número de pessoas que nos procuraram nas redes sociais após a premiação”, relembra Rodrigo.

Segundo ele, agora que a produção venceu a competitiva, ela poderá ser exibida em outros 29 países que participam do mesmo festival. “Saber que nossos ‘passos’ serão vistos pelo mundo todo nos traz uma felicidade indescritível. Desejo realizar mais projetos como esse em Araucária e contar sempre com a ajuda de pessoas maravilhosas que conhecemos neste caminho. Deixo meu sincero agradecimento ao Jornal O Popular e um abraço a todos que, de alguma maneira, fizeram parte desta conquista. Que venham novos filmes e novos prêmios!”, comemora Rodrigo.

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