Funcionária de escola de Araucária apresenta 10 atestados falsos em menos de 30 dias
A apresentação de atestados médicos falsos, além de representar quebra grave de confiança, configura crime. Quando o colaborador utiliza o documento adulterado ou de origem ilícita para justificar faltas, deixa de estar amparado pela legislação trabalhista e pode responder criminalmente, inclusive com possibilidade de demissão por justa causa.
Em Araucária, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira, 12 de junho, pela RIC Record, a proprietária de uma escola alega ter sido vítima de atestados médicos falsos apresentados por uma funcionária. No relato, ela conta que em menos de um mês a mulher apresentou 10 atestados para justificar faltas no trabalho.
Ainda de acordo com a empresária, no início, os primeiros documentos não levantaram suspeita, porém, a frequência com que foram entregues e algumas características, chamaram a atenção. Os atestados teriam sido emitidos pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade Industrial de Curitiba, mas o fato de não apresentarem QR Code para validação, motivou a empresária a verificar a procedência.
A desconfiança aumentou quando a dona da escola passou a receber relatos e imagens da funcionária na academia fazendo atividades físicas, enquanto alegava problemas de saúde. “As pessoas começaram a me enviar fotos dela bebendo, na academia, fazendo corrida. Eu acho assim, se a pessoa está doente, ela não tem disposição. Eu mesma, se eu fico doente, eu fico na cama. Não vou pra academia, não vou beber, não vou sair com meus amigos” desabafou a vítima.
Diante das suspeitas, a empresária encaminhou os documentos para análise da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba e veio a confirmação de que todos os atestados analisados eram falsos.
De acordo com a Prefeitura de Curitiba, alguns dos profissionais citados sequer trabalham mais na unidade de saúde. Os números de CRM e os nomes dos médicos existem e pertencem a profissionais reais, e a suspeita é de que eles também sejam vítimas da fraude.
O caso apresenta características semelhantes a esquemas de comercialização de atestados falsos pela internet e passa ser investigado.
