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O GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrou na manhã desta quinta-feira, 1º de junho, a Operação Al Barã, que investiga irregularidades na concessão de alvarás e licenciamentos pela Secretaria Municipal de Urbanismo de Curitiba. A investigação refere-se a fatos ocorridos no segundo semestre de 2016.

O atual secretário de Urbanismo de Araucária, Reginaldo Cordeiro, que até ano passado ocupava o mesmo cargo junto à Prefeitura da Capital, foi uma das pessoas levadas pelos agentes GAECO para depor coercitivamente. Além disso, o Ministério Público realizou busca e apreensões de documentos em sua casa.

Apesar do secretário ter sido um dos alvos da operação, o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, informou ao O Popular que não há, pelo menos por enquanto, qualquer indício de que Reginaldo participasse do esquema investigado. “Ele foi levado apenas para esclarecer alguns fatos”, explicou.

De acordo com o Gaeco, um grupo de pessoas ligadas a funcionários já demitidos da Secretaria teria recebido vantagens indevidas para facilitar trâmites burocráticos para liberação de alvarás e licenciamentos e para transferência de imóveis. A operação apura, ainda, se tais pessoas efetivamente interferiam nas autorizações ou se apenas solicitavam e recebiam dinheiro a pretexto de auxiliarem nas liberações.

Os mandados cumpridos na manhã desta quinta-feira foram expedidos pela 13ª Vara Criminal da Capital. São oito mandados de prisão temporária, relacionadas à divisão de propinas recebidas em troca de regularizações, sete mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é conduzida para ser ouvida na mesma data), que envolvem principalmente pessoas que buscaram o grupo para facilitar a concessão dos documentos, e doze mandados de busca e apreensão realizados em salas da Secretaria Urbanismo e em residências. Os mandados foram cumpridos em Curitiba e Colombo.

A investigação envolve ex-funcionários, funcionários, intermediários e particulares por crimes de associação criminosa, concussão, corrupção ativa, corrupção passiva e tráfico de influência.

Texto: Redação e Assessoria MP

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