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Ginecologista da Clínica São Vicente vê avanços na lei que facilita a laqueadura

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A Lei 14.443, que facilita a realização de procedimentos contraceptivos entrou em vigor no início de março. Com isso, as mulheres poderão realizar laqueadura e os homens vasectomia a partir dos 21 anos. Antes esses procedimentos só podiam ser feitos depois dos 25 anos. Ainda pela nova lei, quem tem pelo menos dois filhos vivos poderá fazer os procedimentos mesmo com menos de 21 anos e também não será mais necessário o consentimento do cônjuge para que a cirurgia seja realizada.

A médica ginecologista Danielle Evangelista Albino de Oliveira, da Clínica São Vicente, considerada que é um avanço muito positivo não obrigar a assinatura do cônjuge, pois dá mais autonomia às mulheres no planejamento familiar. “Em relação a idade, é perfeitamente aceitável sua realização, mas a paciente precisa estar ciente que a reversão, caso haja desejo gestacional no futuro, não garante sucesso”, explica.
Segundo ela, a laqueadura é um procedimento cirúrgico definitivo para ligar as trompas e impedir uma gravidez. “O objetivo da cirurgia é fechar as trompas e interromper a comunicação do útero com o ovário, assim o espermatozoide não encontra o óvulo para fecundá-lo. As formas de fazer essa separação são variadas – amarração, corte, uso de cautério ou não. O acesso é feito por cirurgia abdominal em 95% dos casos, através de um corte semelhante ao usado nas cesáreas. O procedimento pode ser feito de forma eletiva, após o parto ou durante a cesárea”, elucida.

Com relação as complicações que podem surgir quando a mulher opta pela laqueadura, a médica diz que no pós-operatório a mais comum, sem dúvida, é a dor. “Geralmente é uma dor bem tolerada pelas pacientes, mas por se tratar de cirurgia não tem jeito, pelo menos um desconforto vai existir. Pode ocorrer ainda, menos comumente, infecção da ferida e cicatrização pouco estética com formação de quelóides. Ainda durante a cirurgia podem ocorrer sangramento, dificuldade de acesso às trompas por aderências dentro do abdômen da paciente e até impossibilidade de ligar uma ou ambas as trompas”, cita. Já a recuperação, de acordo com a médica, varia de paciente para paciente, mas geralmente é bem tranquila, exige apenas um pouco de repouso e cuidados com a cicatriz.

Uma dúvida bastante comum entre as mulheres que fazem laqueadura é se existe o risco de engravidar e quais as chances. “Infelizmente sim. As trompas podem recanalizar mesmo após a cirurgia em até 1% dos casos”, explica a médica.

Vantagens e desvantagens

A principal vantagem da laqueadura é o planejamento familiar sem precisar de novos procedimentos (como inserção de DIU) ou uso de anticoncepcional oral. Já a desvantagem é que se trata de procedimento definitivo, ou seja, não tem como voltar atrás com garantia de sucesso se desejar nova gestação depois. “Além disso, a paciente se expõe as complicações de uma cirurgia, anestesia e internamento hospitalar”, reforça a Dra Danielle.

Ela complementa que além do fato de a mulher não querer ter mais filhos, a laqueadura pode ser indicada para outras situações. “Mulheres com doenças que impedem uso de hormônios ou que trazem muito risco de complicação durante a gravidez e o parto podem ser candidatas para a laqueadura, mas a autonomia da mulher em decidir sobre sua prole sempre é respeitada”, enfatiza.

Serviço

Agende uma consulta com a ginecologista Danielle Evangelista Albino de Oliveira ou demais especialistas da Clínica São Vicente, que está localizada na Rua São Vicente de Paulo, nº 250, no Centro de Araucária. Os telefones para contato são: (41) 3552-4000 ou WhatsApp: (41) 98780-1440.