Os petroleiros pararam suas atividades na tarde do último domingo, 2 de novembro
Os petroleiros pararam suas atividades na tarde do último domingo, 2 de novembro

Quem passou pela Rodovia do Xisto e suas vias marginais nesta quinta-feira, 5 de novembro, sentiu um dos resultados da greve da Petrobras. De acordo com o Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR/SC), a lentidão aconteceu devido a um jogo sujo da Refinaria Presidente Getúlio Vargas para prejudicar a greve ao carac­terizar o bloqueio do acesso à empresa.

“Todo o contingente da refinaria foi desviado para apenas um dos portões, justamente naquele onde os sindicalistas e grevistas estavam fazendo o convencimento verbal de ade­são ao movimento”, afirma o sindicato. “Além disso, seguranças faziam revista em todos os veículos, ônibus a carros pequenos. O resultado foi que o trânsito ficou muito complicado”, explica.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a greve iniciou às 15h do último domingo, 2 de novembro, e envolveu todas as unidades da Petrobras do país com adesão de quase 90% dos funcionários. O objetivo é lutar contra os cortes de investimentos, venda de ativos, interrupção de obras e paralisação de projetos. “Segundo estudos da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, para cada R$ 1 bilhão que a Petrobras deixa de inves­tir no país, o efeito sobre o PIB é de R$ 2,5 bilhões. Se o Plano de Negócios da empresa não for alterado, a estimativa é de que 20 milhões de empregos dei­xarão de ser gerados até 2019”, pontua o Sindipetro.

Vai faltar combustível?

Com tantas reivindicações, a paralisação ainda não tem prazo para encerrar, e os motoristas brasileiros ficam preocupados a respeito do abastecimento de combustível. No entanto, a Petrobras garante que na segunda-feira, dia 2, houve queda de apenas 13% na produção diária no Brasil, e que esse total diminuiu para 8,5% na terça-feira e chegou a 6,5% na quarta.

Assim, a empresa afirma que garantirá a manutenção de suas atividades e que, apesar do efeito na produção de petróleo e gás no país, a distribuição está funcionando dentro da normalidade e não há previsão de desabastecimento do mercado.

Texto: Raquel Derevecki / FOTO: Divulgação/Sindipetro

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