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No interrogatório de Pilatos, Jesus lhe responde dizendo: ‘o meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui’. Diante dessa resposta, Pilatos lhe pergunta novamente: ‘Então tu és rei?’ e Jesus lhe responde: ‘Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade’. Claramente, Jesus se manifesta ao mundo como rei, mas não como os reis deste mundo, movidos pelo poder, pelo domínio e, tantas vezes, usando da força e do massacre para mandar. Mas que tipo de rei então é Jesus?

Para compreendermos o reinado de Jesus, precisamos conhecer a sua vida, sobretudo, os últimos três anos, quando passou pregando o evangelho às margens do mar da Galileia. Necessitamos recuperar as palavras por ele proferidas, os gestos realizados, as suas ações diárias, e, perceber que, realmente, o seu reino não pode ser comparado aos reinos deste mundo. Tudo o que ele falou e fez, foi movido pelo amor, um amor desinteressado, gratuito, pensando única e exclusivamente no bem do próximo. Sem interesses, sem segundas intenções, sem vantagens pessoais, mas, simplesmente, um amor carregado de compaixão, de misericórdia, para que todos tivessem uma vida digna.

Esse amor se concretiza no serviço, na doação, como ele mesmo disse: ‘eu vim para servir e não para ser servido, e, dar a vida em resgate de muitos’. Jesus como rei, passou servindo os irmãos, através de palavras de encorajamento, indo ao encontro dos mais necessitados, pobres e excluídos, visitando e curando os doentes, resgatando a dignidade daqueles afastados e excluídos da sociedade. O dia de Jesus era carregado de inúmeras ações, todas elas, em prol da vida do próximo, porque ‘eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundancia’. Ele se preocupava com os que passam fome, com os doentes abandonados, com os pecadores excluídos. Jesus vivia o dia todo servindo, indo de aldeia em aldeia, visitando as pessoas, levando conforto e esperança para todos. Recuperava as energias perdidas e gastas no trabalho diário, se retirando, sobretudo, na parte da manhã para rezar. Inclusive, em algumas circunstâncias, passava a noite toda rezando, em união íntima com o Pai. E, durante o dia, todo o seu tempo estava reservado para servir e fazer o bem.

Seguir Jesus Cristo, rei do universo, significa aprendermos na escola do Mestre, que a vida só tem sentido e razão profunda de ser, quando vivida no amor. Não um amor sentimentalista, mas sim, um amor que se traduz num comportamento de quem faz da sua vida, uma doação, um serviço em prol do outro. Um amor que se sacrifica, deixa muitas vezes seu tempo de lazer, para ajudar a quem está mais necessitado. Um amor que serve, mas, um serviço feito na gratuidade, sem interesses e sem busca de vantagens pessoais. Aprender na escola de Jesus é compreender que a vida que vivemos tão breve e passageira, encontra sua razão profunda, na entrega de si mesmo, em prol do próximo.

Podemos comparar a nossa existência com uma vela acesa, que tem como função, iluminar ambiente. Na medida em que ela se consome, vai cumprindo sua missão de ser luz no meio das trevas, até se apagar completamente. Assim também é a nossa vida, que, na medida em que se consome e se doa, se entrega, ajuda a iluminar o caminho do outro. O importante é se gastar plenamente, para que, ao chegarmos ao final de nossa vida, possamos olhar para trás e ver que valeu a pena. Jesus Cristo, rei do universo, nos deu esse exemplo de amor até o fim.

Publicado na edição 1288 – 18/11/2021

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