A jovem mãe com o filho no colo: experiência marcante
A jovem mãe com o filho no colo: experiência marcante

Apesar da pouca idade, Jéssica Ágatha Ferreira, 19 anos, moradora do bairro Costeira, já é mãe de quatro filhos, o primeiro tem quatro anos, o segundo três, o terceiro um ano e o outro de 23 dias. Os três primeiros nasceram de parto normal, no hospital, mas o mais caçula, Vitor Hugo Ferreira, com menos de um mês de vida, veio ao mundo de um jeito meio inusitado. Ele nasceu dentro um táxi, a caminho da maternidade, com 3,105kg e 47 cm.

Na madrugada do dia 21 de dezembro, Jéssica procurou atendimento médico no Hospital Municipal com fortes dores e perdendo líquido amniótico. No entanto, a jovem relata que foi examinada e a mandaram de volta para casa. “Cheguei em casa, fui tomar um banho, mas as contrações e dores foram aumentando demais. Por volta das cinco horas da manhã meu marido chamou uma ambulância e eles falaram que a mesma iria demorar demais, então chamamos um táxi e segui para o hospital. Na altura do Parque Cachoeira, quando o taxista passou em uma lombada, minha bolsa rompeu e o bebê começou a nascer dentro do carro”, relembra a moça. Ela conta que todos ficaram muito apavorados, não sabiam o que fazer, mas o parto aconteceu ali mesmo, dentro do carro. “Meu marido me ajudou no parto e o taxista foi nos acalmando, até que chegamos no HMA. Parte do bebê já tinha nascido e uma enfermeira veio nos auxiliar. Não me removeram dali e meu filho nasceu dentro do táxi. Só fico revoltada em saber que na consulta já era evidente que estava na hora de a criança nascer e mesmo assim me mandaram embora. Depois ainda teve a questão da ambulância, que iria demorar demais e ainda por cima tive que ter a criança dentro do carro. Que tipo de atendimento médico é esse?”, denunciou a jovem mãe.

O taxista que conduziu Jéssica ao hospital, que preferiu não se identificar, também reclamou do atendimento do HMA. “Eles viram que ela estava perdendo líquido, que o bebê estava prestes a nascer e mesmo assim não a internaram. Depois deixaram ela parir dentro de um táxi. Isso é um absurdo!”, denunciou.

Segundo o HMA, a mulher não pode ser removida porque o bebê estava coroando, ou seja, metade já tinha saído do ventre e remover a mãe seria um risco muito grande para a criança.

Outra luta

Além de reclamar do atendimento que recebeu na hora do parto, Jéssica criticou a má vontade do hospital em liberar a via da Declaração de Nascido Vivo (DNV) pra que ela possa registrar a criança. “Não estou conseguindo a assinatura do hospital e por isso meu filho ainda não foi registrado”, comentou a moça.

Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, o HMA informou que Jéssica já recebeu uma via da DNV, mas caso tenha extraviado, poderá procurar a secretaria para requerer outra cópia da via, devidamente assinada.

Texto: aurenn Bernardo / Foto: Divulgação

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