Marista Lab: Cientistas listam novas recomendações para uso de redes sociais por adolescentes

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Uma pesquisa divulgada na Associação Americana de Psicologia avaliou os potenciais efeitos benéficos e prejudiciais do uso das redes sociais no desenvolvimento social, educacional, psicológico e neurológico dos adolescentes.

Por ser uma área de pesquisa em constante evolução e crescimento, com implicações para muitos interessados, como jovens, pais, cuidadores, educadores, formuladores de políticas, profissionais e membros da indústria de tecnologia, por exemplo, há muito o que se debater e evoluir. O principal, na opinião da coordenadora do Ensino Médio do Colégio Marista Sagrado Coração de Jesus, Rosângela Dambroski dos Santos, é reforçar o uso da responsabilidade e garantir o bem-estar dos adolescentes.

Confira quais são algumas das recomendações baseadas nas evidências científicas:

As redes sociais devem incentivar oportunidades de apoio social, companhia online e intimidade emocional que possam promover uma socialização saudável.

O uso de redes sociais, funcionalidades e permissões deve ser adaptado às capacidades de desenvolvimento dos jovens; os designs criados para adultos podem não ser apropriados para crianças.

Na adolescência inicial, é aconselhado o monitoramento de adultos para a maioria dos usuários; a autonomia pode aumentar gradualmente à medida que as crianças crescem e adquirem habilidades de alfabetização digital. No entanto, o monitoramento deve ser equilibrado com as necessidades apropriadas de privacidade dos jovens.

Para reduzir os riscos de danos psicológicos, a exposição de adolescentes a conteúdos em redes sociais que retratem comportamentos ilegais, incluindo conteúdos que instruam ou incentivem os jovens a se envolverem em comportamentos prejudiciais à saúde deve ser minimizada, denunciada e removida.

Para minimizar os danos psicológicos, a exposição de adolescentes ao “cyberhate”, incluindo discriminação online, preconceito, ódio ou cyberbullying, especialmente direcionado a grupos marginalizados, ou a um indivíduo por causa de sua identidade ou apoio a um grupo marginalizado, deve ser minimizada.

Os adolescentes devem ser acompanhados em busca de sinais de “uso problemático das redes sociais” que possam prejudicar sua capacidade de participar de papéis e rotinas diárias e apresentar riscos de danos psicológicos mais graves ao longo do tempo.

O uso de redes sociais não deve interferir no sono e na atividade física dos adolescentes.

O uso de redes sociais pelos adolescentes deve ser precedido por treinamento em alfabetização de redes sociais para garantir que os usuários desenvolvam competências e habilidades que maximizem as chances de uso equilibrado, seguro e significativo das redes sociais.

Edição n. 1363

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