Mesmo com fim do estado de emergência sanitária da Covid 19, Saúde de Araucária orienta manutenção dos cuidados

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Após mais de três anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou nesta sexta-feira (05/05) o fim da emergência sanitária internacional em saúde em decorrência da Covid 19. A onda de contágios causada pelo novo coronavírus começou no final de 2019, e a OMS decretou epidemia em 30 de janeiro e a pandemia em 11 de março daquele ano.

Nesses mais de três anos, pelo menos 15 milhões de pessoas morreram devido às complicações. No Brasil, que tem os piores índices de mortalidade, o número passa de 700 mil. Ao todo, ao menos 800 milhões de pessoas foram oficialmente contaminadas no mundo, 37,4 milhões no Brasil (abaixo, os dados da pandemia de covid-19 no país).

Diante desse cenário, Alex Radin, do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Araucária, explica que o anúncio da OMS, na prática, não altera os serviços e procedimentos adotados pelos órgãos de saúde. “Na verdade, o Brasil já tinha deixado esse título de emergência em saúde pública de importância internacional no primeiro semestre do ano passado. Então, as nossas práticas de cuidado, de isolamento, de manejo da doença, continuam as mesmas, por se tratar de uma doença infecciosa”, diz.

Radin lembra ainda que o Brasil tem uma cobertura vacinal muito boa, atingiu em três anos um nível de cobertura bastante interessante, que protege a população, mas tem bolsões de não vacinados, pessoas que não quiseram se vacinar ou aqueles que a gente chama de imunocomprometidos, imunoincopetentes, imunocenessentes, que são pessoas que não conseguem desenvolver uma imunidade. “Essa doença pode causar complicações clínicas mais graves para estas pessoas, que são as populações mais prioritárias ou com comorbidades, essas devem ser protegidas. Também continuamos com a questão do isolamento, um manejo clínico com as medicações existentes e, principalmente, a orientação do uso de máscara para aquelas pessoas que tem sintomas de gripe ou que estão positivas para Covid”, orienta.

Radin reforça que a orientação da Secretaria de Saúde é que as pessoas continuem procurando os serviços no caso de sintomas gripais, para realizar a testagem da Covid e caso seja positivo, faça o isolamento de acordo com a orientação médica. “Os cuidados são necessários porque a pessoa contaminada pode transmitir o vírus para as pessoas desses bolsões de não vacinados, e essa pessoa pode vir a se hospitalizar ou até ir a óbito. Resumindo, a orientação é a mesma: use máscara para sintomas respiratórios, faça testagem e se isole!”, finaliza Radin.

Foto: Marco Charnerski.

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